19 de Setembro de 2008 / às 15:20 / 9 anos atrás

BOVESPA-Euforia com ação anti-crise nos EUA faz índice disparar

SÃO PAULO, 19 de setembro (Reuters) - Uma onda de euforia tomava conta dos negócios desta sexta-feira na Bolsa de Valores de São Paulo, refletindo o otimismo mundial com o anúncio de um plano dos Estados Unidos para contornar a crise de crédito.

Puxado pelas ações do setor financeiro e de empresas ligadas a commodities, o Ibovespa .BVSP dava um salto de 6,8 por cento, para 51.713 pontos, às 12h10. O volume financeiro era robusto para o horário, de 3,2 bilhões de reais.

Na máxima do dia, o principal índice da bolsa paulista chegou a subir 9,8 por cento.

Em discurso nesta manhã, o secretário do Tesouro norte-americano, Henry Paulson, disse que o governo está disposto a ter um programa de centenas de bilhões de dólares para remover ativos sem liquidez que ameaçam os bancos e a economia do país.

As bolsas de valores, que já haviam subido fortemente na quinta-feira, infladas por rumores sobre o plano, ganharam impulso ainda maior. Na Bolsa de Valores de Nova York, uma disparada do setor financeiro carregava o índice Dow Jones .DJI para uma alta de mais de 3 por cento.

“São medidas necessárias, bem servidas. Qualquer custo hoje vale para preservar os mercados financeiros”, disse Álvaro Bandeira, diretor e economista-chefe da corretora Ágora.

Assim como em Wall Street, o setor financeiro também estrelava na liderança da Bovespa.

BM&F Bovespa (BVMF3.SA), uma das mais machucadas nas últimas sessões, dava um salto de 14,8 por cento, valendo 9,02 reais. Dentre os bancos, as units do Unibanco UBBR11.SA era a líder, avançando 8,6 por cento, para 19,98 reais.

No segmento ligado a matérias-primas, Usiminas (USIM5.SA) saltava 13,7 por cento, cotada a 45,25 reais.

As blue chips exibiam recuperação, porém muito mais modesta que o conjunto. Petrobras (PETR4.SA) era a segunda com menor alta, subindo 4,5 por cento, a 33,65 reais. Um pouco à frente, Vale (VALE5.SA) avançava 5,3 por cento, a 36,44 reais.

Para profissionais do mercado, o ânimo dos investidores segue bastante sensível a qualquer notícia envolvendo a crise financeira --sujeito, portanto, a novas idas e vindas.

No curto prazo, porém, a tendência é de recuperação, depois do massacre recente. Só em setembro, o Ibovespa acumulou baixa de 13 por cento até quinta-feira.

“Expectativas de que o pacote de socorro seja substancial podem resultar em rali importante, dados os preços bastante depreciados dos papéis”, avaliou o banco UBS Pactual em relatório assinado pelos analistas Jeffrey Palma e William Darwin.

Reportagem de Aluísio Alves e Filipe Pacheco; Edição de Daniela Machado

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