19 de Maio de 2008 / às 18:07 / em 10 anos

McCain critica Obama por querer conversar com Irã

Por Steve Holland

<p>McCain critica Obama por querer conversar com Ir&atilde;. O candidato do Partido Republicano &agrave; Presid&ecirc;ncia dos EUA, John McCain, discursa em Louisville no Kentucky. McCain acusou Barack Obama de subestimar a amea&ccedil;a representada pelo Ir&atilde;. 16 de maio. Photo by David R. Lutman</p>

CHICAGO (Reuters) - O candidato do Partido Republicano à Presidência dos EUA, John McCain, acusou na segunda-feira o democrata Barack Obama, favorito para conquistar a vaga democrata na disputa nacional, de subestimar a ameaça representada pelo Irã e ridicularizou a promessa de Obama de encontrar-se com o líder iraniano caso seja eleito.

McCain, abordando um assunto que promete ter peso no pleito de novembro, tentou retratar Obama como um político inexperiente demais para comandar o governo norte-americano.

O republicano, senador pelo Estado do Arizona, viajou até Chicago para discursar na Associação Nacional dos Restaurantes. No início de seu discurso, McCain criticou Obama, afirmando que o democrata, senador pelo Estado de Illinois, havia dito que o Irã representava uma ameaça muito menor do que a União Soviética na época da Guerra Fria.

O candidato republicano disse que o Irã obviamente não é uma superpotência e não dispõe do poderio militar da ex-União Soviética, mas “isso não significa que a ameaça representada pelo Irã seja insignificante.”

McCain acusou o país islâmico de tentar adquirir armas nucleares -- algo que o Irã nega -- e afirmou que os iranianos fornecem alguns dos explosivos mais mortais usados no Iraque para matar soldados norte-americanos, que alimenta conflitos no Oriente Médio e que gostaria de destruir Israel.

“Se o Irã adquirir armas nucleares, esse perigo se tornaria realmente medonho. Eles podem não ser uma superpotência, mas a ameaça representada pelo Irã não tem nada de pequena”, disse.

McCain afirmou ainda que os planos de Obama de realizar negociações diretas com dirigentes de países considerados hostis, como é o caso do Irã, “revelam a profundeza da inexperiência e da falta de bom senso do senador Obama.”

Segundo o republicano, um encontro do tipo daria ao presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, prestígio e legitimidade internacional.

“Isso poderia convencê-lo de que suas políticas vêm surtindo efeito ao garantir sua manutenção no poder. E isso o encorajaria a continuar adotando um comportamento muito arriscado. O próximo presidente tem de compreender essas questões básicas das relações internacionais,” afirmou.

Obama diz que o presidente dos EUA, George W. Bush, membro do Partido Republicano, errou ao não negociar diretamente com líderes de países como o Irã e a Coréia do Norte.

Quando McCain concluiu a parte de seu discurso que tratava do Irã, três manifestantes contrários à guerra no Iraque levantaram-se na platéia e gritaram: “McCain está na cozinha com George Bush.”

Os três usavam aventais rosas nos quais se lia a frase: “Não comprem a guerra de Bush.” Pouco depois de sua intervenção, os manifestantes foram retirados.

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