20 de Março de 2008 / às 19:22 / em 10 anos

AES se diz preparada para exercer opção na Brasiliana

SÃO PAULO, 20 de março (Reuters) - O grupo AES (AES.N) informou nesta quinta-feira que está “preparado” para exercer o direito de preferência para adquririr as ações do BNDES na Companhia Brasiliana de Energia, que detém ativos como a distribuidora AES Eletropaulo ELPL6.SA e a geradora AES Tietê. Mas a companhia preferiu não revelar de onde seriam as fontes de investimento para a aquisição.

Em teleconferência com jornalistas, o presidente das empresas do grupo norte-americano, Britaldo Soares, afirmou que, neste momento, “a prioridade da companhia é preservar a participação na Brasiliana”.

Segundo ele, o grupo AES “tem todo o interesse na manutenção dos investimentos no país” e aguarda uma definição do BNDES quanto ao momento de conclusão do processo de venda, iniciado no segundo trimestre do ano passado.

O BNDES vai colocar em leilão os 49,99 por cento das ações que hoje controla na Brasiliana. A AES tem direito de preferência para adquirir os papéis mas, se não o fizer, será obrigada a vender a sua parte junto com o BNDES a um terceiro comprador.

”A AES Eletropaulo e a AES Tietê são ativos que interessam muito ao grupo“, afirmou Soares. Mas ele salientou que, ”na hipótese de compra por um terceiro investidor, o grupo AES também controla a AES Sul e “tem todo o interesse em outros investimentos no Brasil”.

A AES Eletropaulo divulgou na noite da quarta-feira que teve lucro líquido de 712,6 milhões de reais em 2007, cifra 91 por cento superior aos ganhos de 373,4 milhões de reais do ano anterior.

Segundo o presidente, o resultado é fruto dos esforços da companhia nos últimos anos para garantir eficiência operacional, controle de custos e redução das despesas financeiras.

A companhia fechou o ano com uma dívida líquida de cerca de 2,9 bilhões de reais, com a redução de 700 milhões de reais sobre 2006.

A estratégia de refinanciamento da dívida para alongar os prazos de pagamento fez com que a empresa obtivesse 200 milhões de reais em economia de juros no ano sobre 2006 e alongasse o cronograma de amortecimento de 5 anos para cerca de 8,2 anos.

(Por Taís Fuoco; edição de Aluísio Alves)

aluisio.pereira@reuters.com

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