20 de Outubro de 2008 / às 21:15 / 9 anos atrás

BOVESPA-Reação de commodities dita 2a maior alta do ano

(Texto atualizado com mais informações e números oficiais de fechamento da bolsa)

SÃO PAULO, 20 de outubro (Reuters) - A sensação de que as autoridades regulatórias nos Estados Unidos e na Europa estão controlando a crise financeira abriu uma clareira nos mercados acionários internacionais, movimento copiado pela Bolsa de Valores de São Paulo, que teve a segunda maior alta do ano.

Montando na disparada das blue chips Petrobras e Vale, o Ibovespa .BVSP deu um salto de 8,36 por cento, para 39.441 pontos.

Tal movimento se deu, no entanto, noutra sessão de giro financeiro encolhido. Mesmo calibrado pelos 993 milhões do vencimento de opções, o movimento total foi de 5,13 bilhões, um dos menores de outubro.

Para profissionais do mercado, novos mostras de força de governos para restabelecer a liquidez no mercado de crédito foram beme recebidas pelos investidores.

E elas vieram de diversas partes do mundo. Na Coréia do Sul, o governo prometeu 130 bilhões de dólares para dar liquidez a bancos. O governo da França especificou quanto pretende injetar em grandes instituições do país atingidas pela crise.

Mas o principal motivo de otimismo veio dos Estados Unidos, após o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, dizer que um novo pacote do governo para reativar a economia pode ser necessário. Além disso, um indicador da economia do país, divulgado nesta segunda-feira, veio acima das expectativas.

"Com isso, os investidores se sentiram mais confiantes para virar o dia comprados", disse Kelly Trentin, analista da corretora SLW.

Resultado: o índice Dow Jones .DJI da Bolsa de Nova York, disparou 4,67 por cento, voltando a superar o nível dos 9 mil pontos. Antes, o principal índice das bolsas européias fecharam em alta de 3,3 por cento.

Um combustível adicional ao movimento comprador na bolsa paulista foi a forte reação dos preços de commodities, que alavancaram as blue chips domésticas.

O movimento foi especialmente importante para Vale e Petrobras, as mais importantes do Ibovespa, cuja recuperação vinha sendo represada pela disputa no mercado de opções.

Terminado o prazo para o exercício desses contratos, ambos os papéis deram uma esticada. Petrobras (PETR4.SA) disparou 10,4 por cento, para 25,39 reais. Vale (VALE5.SA) foi ainda mais longe, com um salto de 12,7 por cento, para 26,09 reais.

DIA DOS VENDIDOS

O resultado do exercício de opções sobre ações mostrou uma vitória esmagadora dos investidores que apostaram na baixa dos papéis. Dos 993,9 milhões de reais em contratos exercidos, 786,6 milhões de reais referiam-se a opções de venda. O contrato com maior volume financeiro foi a opção de venda de Petrobras a 43 reais, com um total de 155,1 milhões de reais.

Edição de Alexandre Caverni

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