20 de Outubro de 2008 / às 19:03 / 9 anos atrás

CÂMBIO-Dólar sobe com poucos negócios, à espera de leilão do BC

(Texto atualizado com mais informações)

SÃO PAULO, 20 de outubro (Reuters) - Em sessão de volume de negócios bastante reduzido, o dólar fechou em leve alta, à espera do resultado do primeiro leilão de empréstimo de moeda estrangeira do Banco Central direcionado especificamente ao comércio exterior.

A divisa norte-americana BRBY fechou cotada a 2,125 reais, com avanço de 0,43 por cento, após ter chegado a apresentar queda de mais de 1 por cento ao longo do dia.

"Num mercado de pouca operação, qualquer coisinha de valor um pouco maior, acaba influenciando", disse Marcos Forgione, analista da Hencorp Commcor Corretora.

De acordo com dados atualizados até o fechamento, o volume de negócios na BM&F ficou bem abaixo da média, não atingindo nem 1 bilhão de dólares. Em outubro, a média diária está em cerca de 3 bilhões de dólares.

Nem mesmo o bom humor dos mercados acionários --o principal índice da Bovespa .BVSP subia mais de 6 por cento, enquanto o Dow .DJI tinha alta era de 2,6 por cento-- foi suficiente para enfraquecer o dólar.

"O pessoal está na expectativa de ter fatores que possam fazer com que você consiga precificar. É a incerteza do mercado... Não tem base, não tem fundamento para precificar a moeda", avaliou Tarcísio Rodrigues, diretor de câmbio do Banco Paulista.

Os analistas apontaram a espera do mercado pelo resultado do novo tipo de leilão, no final da tarde, como fator para a cautela apresentada no mercado de câmbio nesta sessão. O BC ofertou até 2 bilhões de dólares para o financiamento do comércio exterior.

Além dessa operação, a autoridade monetária realizou nesta segunda-feira um leilão de dólares no mercado à vista e um leilão de swap cambial tradicional, em que a totalidade dos 16.000 contratos oferecidos, ou 789 milhões de dólares, foi vendida.

Segundo um gerente de câmbio de um banco nacional, que preferiu não ser identificado, a concentração da compra dos contratos "em poucas mãos" levou os outros agentes que precisavam zerar suas posições no mercado futuro a buscar dólares no mercado à vista, ajudando a impulsionar a moeda norte-americana no final do dia.

Reportagem de Jenifer Corrêa e Fabio Gehrke; Edição de Alexandre Caverni

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