21 de Maio de 2008 / às 12:01 / em 9 anos

China promete medidas duras contra prédios públicos frágeis

Por Ben Blanchard

<p>Equipe de resgate carrega corpo retirado dos escombros de uma escola em Beichuan. Photo by Nir Elias</p>

PEQUIM (Reuters) - A China prometeu na quarta-feira tomar medidas severas contra quaisquer companhias estatais que tenham construído os prédios públicos, entre eles escolas, que desabaram como castelos de cartas durante o terremoto de 12 de maio.

O governo já tinha aberto um inquérito para averiguar por que os prédios de escolas desabaram mais facilmente do que os outros, matando e soterrando milhares de crianças.

O tremor, que atingiu a populosa província de Sichuan, no sudoeste do país, matou mais de 40 mil pessoas --este número deve crescer ainda mais, já que as equipes de resgate continuam vasculhando os escombros.

O terremoto aconteceu no meio da tarde, quando muitas crianças estavam em aula ou cochilando.

Li Rongrong, chefe da Commissão de Supervisão e Administração de Ativos, órgão estatal responsável pela supervisão do enorme setor público do país, disse que as construtoras contratadas sob seu comando costumam ser muito boas.

“Seus projetos têm sido muito bons e essas empresas têm uma boa reputação tanto aqui quanto no exterior”, disse Li em uma coletiva de imprensa.

“Se estes prédios (os que desabaram) foram construídos por grandes empresas estatais, tomaremos medidas severas”, acrescentou, sem dar detalhes.

Li disse que o governo mandou três especialistas a Sichuan para analisar a questão.

O alto número de escolas conceituadas cujos prédios desabaram, matando e soterrando centenas de crianças, revoltou os pais, que acusam as autoridades de cortar gastos, piorando os padrões de segurança.

Na semana passada, o ministro da Habitação admitiu que o corte de gastos pode ter influenciado.

Blogueiros e mídia estatal também questionam as fotos de escolas em ruínas, ao lado de prédios sem qualquer dano.

“Uma resposta deve ser dada para os nossos filhos. Nenhum dos prédios desabou a não ser este”, disse Li Xiaoping, cujo filho de 11 anos morreu.

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