21 de Maio de 2008 / às 14:57 / em 9 anos

Estrategista de McCain mantém promessa sobre Obama e renuncia

Por Steve Holland

<p>O candidato republicano &agrave; presid&ecirc;ncia dos EUA, John McCain, em encontro na prefeitura de Miami. Um importante assessor de McCain anunciou sua ren&uacute;ncia ao cargo a fim de manter uma promessa de n&atilde;o fazer campanha contra o democrata Barack Obama. Photo by Carlos Barria</p>

FORT LAUDERDALE (Reuters) - Um importante assessor do candidato republicano à Presidência dos EUA, John McCain, anunciou na terça-feira sua renúncia ao cargo a fim de manter uma promessa de não fazer campanha contra o democrata Barack Obama.

Mark McKinnon, encarregado das mensagens de propaganda da campanha de McCain, disse que ainda apóia o senador do Arizona, mas que agora deixaria de ser um participante ativo da campanha dele para tornar-se um mero torcedor.

“Ainda estarei por aqui, de vez em quando, com o meu chapéu da sorte”, afirmou McKinnon, que costuma usar um chapéu característico.

O ex-assessor, que desempenhou um papel importante nas duas vitórias eleitorais do presidente George W. Bush, expressou admiração por Obama e prometeu não fazer campanha contra o pré-candidato, que lidera a corrida pela vaga do Partido Democrata no pleito nacional, caso esse se torne o adversário oficial de McCain.

Um membro do comitê de campanha do republicano afirmou que McKinnon havia notificado o órgão de sua decisão, mas não quis fazer maiores comentários a respeito. Os assessores de McCain previam havia alguns meses que McKinnon pedisse demissão e não ficaram surpresos com a decisão dele.

Obama, senador pelo Estado do Illinois, continua disputando com Hillary Clinton, senadora pelo Estado de Nova York, o direito de enfrentar McCain nas eleições presidenciais de novembro.

Projeções mostraram que o pré-candidato perderia as prévias de terça-feira no Kentucky, mas que venceria a disputa no Oregon.

Os votos que conquistaria nos dois Estados, segundo as previsões, lhe dariam uma vantagem insuperável em termos de delegados eleitos para a convenção do Partido Democrata, marcada para agosto e na qual a legenda escolherá seu candidato.

Nem Obama e nem Hillary devem eleger um número suficiente de delegados para ficar com a nomeação, o que deixará a corrida para ser decidida pelos superdelegados do partido, figuras importantes que votam conforme bem entendem.

O Cox News Service informou que McKinnon havia dito a McCain na metade do ano passado que não trabalharia para ele em uma eleição geral caso Barack Obama fosse o candidato dos democratas.

“Simplesmente, não quero trabalhar contra uma candidatura Obama”, teria sido o assessor então.

À época, Obama e McCain pareciam não ter grandes chances de conquistar as vagas de seus partidos para a eleição nacional.

No domingo, McKinnon afirmou ao Cox News que continuará a dar apoio a McCain. “Ainda pretendo aparecer de vez em quando e conversar com o candidato. Mas não sobre Obama.”

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