21 de Janeiro de 2008 / às 13:23 / 10 anos atrás

ATUALIZA-Mercado eleva previsões de inflação e juros em 2008

(Reescreve texto com mais informações do relatório e comentários de analista)

SÃO PAULO, 21 de janeiro (Reuters) - As previsões do mercado financeiro brasileiro para a inflação de 2008 estão se aproximando do centro da meta perseguido pelo governo, o que aumenta a possibilidade de juros estáveis ao longo de todo o ano, segundo o relatório Focus do Banco Central divulgado nesta segunda-feira.

A previsão para 2009, contida no documento pela primeira vez, também foi elevada, mas analistas dizem que o cenário para o ano que vem é, por enquanto, menos preocupante.

O prognóstico para a inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) neste ano subiu de 4,29 por cento na semana passada para 4,37 por cento. A estimativa para 2009 passou de 4 para 4,15 por cento.

“Especialmente neste ano fica uma trajetória de expectativas em direção ao centro da meta... Em 2008, a inflação corrente tem vindo alta e isso acaba influenciando a visão do mercado”, disse Silvio Campos Neto, economista-chefe do Banco Schahin.

“No ano que vem, por enquanto, a inflação fica um pouco mais confortável e não chega tão cedo perto do centro.”

O centro da meta de inflação é de 4,5 por cento, com tolerância de 2 pontos percentuais para cima ou para baixo.

A inflação deste início de ano tem sido pressionado pelo aumentos dos preços de alimentos, em razão das elevadas cotações das commodities internacionais, de uma maior demanda externa e das entressafras das carnes e da cana-de-açúcar.

Em meio a esse cenário inflacionário, o mercado elevou também a expectativa para a taxa Selic no final deste ano, de 11,13 por cento para 11,25 por cento, o atual patamar da taxa de juros.

O mercado acredita, segundo o Focus, que ocorrerão cortes em 2009, levando a taxa para 10 por cento no final do próximo ano.

Apesar da intensificação recente dos temores sobre a saúde da economia norte-americana, o mercado manteve a projeção para o crescimento brasileiro em 4,5 por cento em 2008. Para 2009, a estimativa teve uma ligeira variação, passando de 4,06 para 4,03 por cento.

Por Claudia Pires e Vanessa Stelzer; edição de Cláudia Pires

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