21 de Janeiro de 2008 / às 15:03 / em 10 anos

Tensão global derruba Bovespa e faz dólar subir 2%

SÃO PAULO (Reuters) - O medo de uma recessão nos Estados Unidos e de que a crise de crédito faça mais vítimas entre os grandes bancos mundiais atingiu os mercados brasileiros nesta segunda-feira de feriado norte-americano.

<p>Traders na Bovespa em imagem de arquivo. O medo de uma recess&atilde;o nos Estados Unidos e de que a crise de cr&eacute;dito fa&ccedil;a mais v&iacute;timas entre os grandes bancos mundiais atingiu os mercados brasileiros nesta segunda-feira de feriado norte-americano. Photo by Paulo Whitaker</p>

Em linha com o desempenho na Ásia e na Europa, o principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo caía 5,3 por cento e voltava à faixa de 54 mil pontos, às 13h.

No pior momento da manhã, o Ibovespa despencou 6,2 por cento. A expectativa de analistas é de que o exercício de opções desta sessão “vire pó” diante do estresse global.

O dólar encerrou a primeira etapa de negócios em alta de 2,13 por cento, a 1,824 real. Mais cedo, a moeda norte-americana avançou 2,52 por cento.

“De fato a economia real começa a ser atingida pela crise financeira”, afirmou Miguel Daoud, diretor da Global Financial Advisor.

“Quanto mais rápido cair a Bovespa melhor, já que não existe saída neste momento sem um ajuste dos mercados --que tinham ido longe demais.”

Luiz Roberto Monteiro, assessor de investimentos da corretora Souza Barros, citou o desânimo dos mercados diante da falta de detalhes sobre o pacote econômico para estimular a economia dos EUA, revelado na sexta-feira pelo presidente norte-americano, George W. Bush.

“Desde sexta-feira os investidores esperavam explicações do presidente Bush sobre o pacote, mas a incerteza continuou”, disse.

Na China, os bancos terão que contabilizar as perdas decorrentes de investimentos ligados ao setor imobiliário de alto risco (subprime) norte-americano.

A expectativa de operadores é de que mais instituições também na Europa anunciem baixas contábeis.

Na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), a projeção de juro mais procurada --que vence na virada de 2009 para 2010-- avançou a 13 por cento ao ano, em alta de quase 2 por cento.

O contrato mais curto, que embute as projeções para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana, não era cotado.

A expectativa no mercado é de que o Banco Central mantenha a Selic em 11,25 por cento na quarta-feira, segundo o relatório Focus divulgado nesta manhã. Mas a projeção de inflação no ano subiu de 4,29 para 4,37 por cento.

Por Daniela Machado

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