21 de Janeiro de 2008 / às 18:53 / em 10 anos

Meirelles: BC agirá de forma preventiva se necessário

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O Brasil se preparou ao longo dos últimos cinco anos para enfrentar uma possível reversão do cenário internacional e está hoje fortalecido, afirmaram nesta segunda-feira o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, e o ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Meirelles acrescentou que o BC poderá tomar medidas caso considere necessário, mas frisou que a autoridade monetária age preventivamente e um cenário externo adverso já estava incorporado às suas projeções de inflação e crescimento.

“O Banco Central está monitorando isso (cenário externo) cuidadosamente. Certamente, como fez no passado, sempre que for necessário tomamos medidas, mas sempre medidas que são preventivas, isso é muito importante”, afirmou Meirelles.

Ele destacou a redução da vulnerabilidade externa entre as iniciativas que o governo tomou para “arrumar a casa” nos últimos cinco anos.

“A minha mensagem é apenas uma: estamos preparados”, concluiu o presidente do BC, em um dia de fortes quedas nos mercados acionários globais por conta de crescentes temores de recessão nos Estados Unidos.

Na mesma linha, Mantega frisou o momento favorável da economia brasileira e disse que os mercados internacionais viveram um dia de “pânico” nesta segunda-feira.

“É possível que o Brasil consiga passar por essa crise sem maiores consequências”, afirmou Mantega.

“Onde poderia haver alguma repercussão é justamente na balança comercial porque, se houver uma retração internacional... nós poderemos ter uma queda no preço das commodities brasileiras --portanto, uma queda do nosso saldo comercial, mas que continuará ainda positivo.”

Números divulgados nesta manhã mostraram que a balança comercial registrou superávit comercial de apenas 1 milhão de dólares na terceira semana de janeiro, o pior resultado semanal desde maio de 2002.

Meirelles acrescentou que o país já passou por momentos de “experimentalismos” econômicos que não foram bem-sucedidos e que o melhor arcabouço para a economia é responsabilidade fiscal, câmbio flutuante e compromisso com as metas de inflação.

“Não há razão para o Brasil voltar ao obscurantismo econômico. E não o faremos.”

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