21 de Julho de 2008 / às 19:13 / em 9 anos

JURO-Taxas sobem e reforçam aposta em alta de 0,75 pto da Selic

Por Silvio Cascione

SÃO PAULO, 21 de julho (Reuters) - As projeções de juros fecharam em alta nesta segunda-feira na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), em um dia com poucos negócios, e deram força às apostas em alta de 0,75 ponto percentual da Selic na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) desta semana.

O DI janeiro de 2009 subiu de 13,46 por cento para 13,53 por cento ao ano, e o DI janeiro de 2010 avançou de 14,93 por cento para 15,03 por cento.

Analistas ainda têm avaliações divergentes sobre a decisão do Copom que será divulgada na quarta-feira. Parte dos agentes acredita que o Banco Central vai elevar o juro básico em 0,50 ponto percentual novamente, mas muitos investidores acreditam em elevação de 0,75 ponto percentual.

“Esse é o assunto principal que vai dirigir o mercado até quarta-feira”, disse Rodrigo Michelotti, gerente da mesa de operações do Banco Alfa de Investimento.

A cautela com a inflação foi mais forte nesta segunda-feira. Apesar da desaceleração do Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) na segunda leitura de julho, o mercado elevou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para cima do teto da meta em 2008.

O DI agosto de 2008, que reflete as projeções para a decisão do Copom, subiu de 12,46 por cento para 12,54 por cento. A Selic está atualmente em 12,25 por cento ao ano.

MERCADO DIVIDIDO

Para os economistas Paulo Leme e Alberto Ramos, do Goldman Sachs, há 85 por cento de chance de uma alta de 0,75 ponto percentual do juro básico na quarta-feira.

“Em primeiro lugar, as expectativas de inflação têm ficado distantes da meta nas últimas semanas e devem continuar a piorar... Em segundo, a inflação pelo IPCA e pelo IGP deve continuar alta por conta das condições da demanda doméstica.”

“E, em terceiro lugar, os membros do Copom ficaram decididamente mais agressivos com a inflação nas últimas declarações públicas”, explicaram em relatório.

Mas na opinião de Felipe Illanes e Virgilio Castro Cunha, economistas para América Latina do Merrill Lynch, a tática do BC de apostar em uma elevação gradual do juro deve continuar.

“Ainda que o balanço de riscos tenha se deteriorado desde a última reunião, acreditamos que o BC vê a alta de 0,50 ponto percentual como uma decisão coerente com sua estratégia de um processo antecipado de aperto monetário.”

Pela manhã, o BC realizou duas operações no mercado aberto para controlar a liquidez do sistema bancário. Na primeira, tomou 16,552 bilhões de reais dos bancos, por um dia, a 12,18 por cento ao ano. Na segunda, recolheu 5,659 bilhões de reais, também por um dia, com remuneração de 12,18 por cento ao ano.

Edição de Daniela Machado

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