22 de Setembro de 2008 / às 12:59 / em 9 anos

Mercado aposta em PIB forte e inflação dentro da meta

Por Renato Andrade

SÃO PAULO (Reuters) - Inflação dentro da meta e crescimento acima de 5 por cento. Este é o cenário traçado pelo mercado financeiro brasileiro para a economia do país em 2008, de acordo com pesquisa divulgada nesta segunda-feira.

O quadro de 2009 também é positivo, apesar de uma taxa de expansão menos robusta para a economia no próximo ano.

De acordo com levantamento feito pelo Banco Central com empresas e analistas do país, o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro deve crescer em 2008 a uma taxa de 5,17 por cento, acima dos 5,01 por cento estimados na pesquisa passada.

Ao mesmo tempo, a inflação "oficial" --medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA)-- deve ficar em 6,23 por cento, levemente abaixo dos 6,26 por cento estimados na pesquisa anterior.

Essa foi a oitava semana que o mercado reduziu sua estimativa para o IPCA de 2008.

Para 2009, entretanto, a projeção de crescimento da economia manteve-se em 3,60 por cento. Para a inflação, a projeção é de uma alta de 4,97 por cento no próximo ano, levemente abaixo dos 4,99 por cento estimados no levantamento passado.

A meta de inflação definida pelo governo para os anos de 2008, 2009 e 2010 é de 4,5 por cento, com margem de variação de 2 pontos percentuais, para cima ou para baixo.

Em termos de crescimento, o governo não tem uma meta, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, aposta que a economia do país possa crescer entre 5 e 5,5 por cento neste ano, e ter um desempenho mais moderado --crescendo a 4,5 por cento-- em 2009.

O cenário de juros também continua praticamente o mesmo. Os cálculos do mercado apontam para uma taxa básica de juro de 14,75 por cento ao final do ano, o que representaria uma elevação de 1 ponto percentual em relação ao atual patamar da Selic.

Para 2009, entretanto, a projeção estabelecida pelo mercado na pesquisa ficou quebrada, apontando uma taxa de 13,79 por cento em dezembro do próximo ano. Até semana passada, a estimativa era de uma Selic a 13,75 por cento no fim de 2009, o que representava uma queda de 1 ponto percentual em relação ao patamar projetado para dezembro de 2008.

Analistas acreditam que o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central deve reduzir, a partir de outubro, o ritmo de elevação da taxa básica de juro do país.

A aposta foi reforçada na semana passada, com a divulgação da ata do último encontro do comitê, realizado em setembro. Na reunião, os diretores do BC decidiram por 5 votos a três elevar a Selic em 0,75 ponto percentual, para 13,75 por cento. Os três diretores dissidentes defenderam um aumento mais moderado da taxa, de 0,50 ponto percentual.

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