22 de Julho de 2008 / às 14:44 / em 9 anos

BOVESPA-De olho em Wall St, índice testa piso dos 60 mil pontos

SÃO PAULO, 22 de julho (Reuters) - Uma bateria de resultados corporativos ruins nos Estados Unidos fazia a Bolsa de Valores de São Paulo retomar a tendência negativa nesta terça-feira.

Às 11h36, o Ibovespa .BVSP apontava desvalorização de 1,05 por cento, para 60.135 pontos. O giro financeiro era de 1,1 bilhão de reais.

Ações de empresas ligadas a commodities, justamente responsáveis por fazer o mercado doméstico subir na contramão de Wall Street na segunda-feira, agora eram as que mais pesavam sobre o índice.

As ações ordinárias da Vale VALE3.SA caíam 2,3 por cento, a 46,60 reais, puxando consigo o mau desempenho dos papéis de empresas de siderurgia.

As preferenciais da Petrobras (PETR4.SA) recuavam 1,55 por cento, para 38,16 reais, seguindo a orientação do mercado de petróleo. A cotação do barril da commodity CLc1 recuava para a faixa dos 127 dólares.

Segundo profissionais do mercado, dados trimestrais dvulgados pela Apple e American Express, bem abaixo das expectativas do mercado, reacenderam temores sobre os desdobramentos da crise de crédito sobre o conjunto da economia.

“Os balanços estão dando uma idéia mais nítida da dimensão das perdas que a crise imobiliária dos Estados Unidos causou nas empresas ligadas a consumo”, disse Álvaro Bandeira, diretor da corretora Ágora.

Na Bolsa de Nova York, no entanto, o índice Dow Jones .DJI revertia da baixa da abertura e operava em leve alta de 0,08 por cento, em meio à extensão da queda do petróleo, que aliviava temores de novas pressões inflacionárias devido à escalada recente dos preços da commodity.

Pela manhã, o presidente do Fed da Filadélfia, Charles Plosser, disse que a alta da inflação pode forçar o Federal Reserve a começar a elevar o juro mesmo antes que o emprego e o mercado financeiro se recuperem.

ESTRANGEIROS

Já chega a 5,5 bilhões de reais a saída líquida de recursos de investidores estrangeiros da Bovespa nos primeiros 17 dias de julho. Com isso, o saldo negativo do mercado à vista no acumulado de 2008 subiu para 12,1 bilhões. Mesmo considerando a entrada de 11,9 bilhões de reais de recursos externos para compra de ações vendidas em ofertas públicas, o saldo total também passou a ser negativo.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Alexandre Caverni

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