22 de Novembro de 2007 / às 18:57 / em 10 anos

Demanda por ação da BM&F supera oferta e mercado vê preço maior

Por Cesar Bianconi

SÃO PAULO (Reuters) - Em corretoras que participam da operação de abertura de capital da Bolsa de Mercadorias & Futuros, ressoa a frase: quem comprou ações da Bovespa Holding está reservando papéis da BM&F. E quem não participou daquela oferta não quer perder mais uma.

A Reuters apurou que a procura já supera amplamente a oferta, com metade do período de reserva ainda por ocorrer. Por isso, uma fonte a par da situação dá como certa a elevação do preço por ação, estimado inicialmente pelos bancos coordenadores em até 16,50 reais.

O período de reserva de ações da quarta maior bolsa de mercadorias e futuros do mundo começou na segunda-feira e termina no dia 27.

Apesar do otimismo, analistas consideram difícil uma valorização como a vista na estréia das ações da Bovespa Holding --superior a 50 por cento no primeiro pregão.

“Provavelmente a alta na estréia não vai ser tão acentuada como ocorreu com a Bovespa Holding, acima de 50 por cento, mas pelo menos 20 por cento é quase certo”, opinou um operador sob condição de anonimato.

O intervalo para a reserva coincide com um momento de volatilidade nos mercados financeiros, com temores sobre a crise global de crédito originada por problemas no setor imobiliário dos Estados Unidos e sobre a alta do petróleo para perto de 100 dólares.

O principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, o Ibovespa, acumula queda de 7,25 por cento em novembro até o dia 21.

De acordo com o prospecto da oferta da BM&F, os acionistas pretendem vender 260.160.736 ações ordinárias. Há ainda lotes adicionais.

A BM&F teve lucro de 222 milhões de reais de janeiro a setembro, resultado 55 por cento maior que no mesmo intervalo do ano passado.

Em setembro, a empresa de private equity General Atlantic fez acordo para comprar 10 por cento do capital da BM&F, pelo preço de até 1 bilhão de reais. No mês passado, a BM&F assinou acordo para vender outros 10 por cento de seu capital para o CME Group, controlador da maior bolsa de derivativos do mundo, por 1,3 bilhão de reais.

Reportagem adicional de Rodolfo Barbosa

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