22 de Outubro de 2008 / às 14:32 / 9 anos atrás

ATUALIZA-Governo lança novas medidas, mas nega quebra de bancos

(Texto atualizado com mais comentários de Mantega, Meirelles e contexto)

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA, 22 de outubro (Reuters) - O governo brasileiro resolveu permitir que bancos federais comprem participações acionárias em outras instituições financeiras, mas o ministro da Fazenda, Guido Mantega, negou que existam bancos à beira do colapso dentro do país.

"Não tem banco quebrando", disse Mantega durante entrevista coletiva na sede do Ministério da Fazenda, onde explicou detalhes sobre a Medida Provisória (MP) editada nesta quarta-feira que autoriza o Banco do Brasil (BBAS3.SA) e a Caixa Econômica Federal a comprar participações em instituições financeiras, públicas ou privadas.

Mantega, que estava acompanhado pelo presidente do Banco Central Henrique Meirelles, tentou passar a idéia de que a medida adotada pelo governo representa apenas mais um instrumento à disposição do mercado para garantir o bom funcionamento do crédito no Brasil.

"O sistema financeiro brasileiro está sólido, é um dos mais sólidos do mundo. O que nós estamos fazendo é criando um conjunto de alternativas e instrumentos para viabilizar a liquididez necessária para não interromper (o ritmo de atividade da economia)", disse o ministro.

Ao mesmo tempo, Mantega reconheceu que o travamento do mercado global de crédito pode criar sérias dificuldades para instituições financeiras e que fusões e aquisições em situações como a atual são "normais".

"A falta de liquidez pode trazer alguns problemas... para algunas instituições", afirmou.

A MP assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva também autoriza o Banco Central a fazer operações de swap de moedas com outros BCs ao redor do mundo.

Esse tipo de operação já vem sendo feita pelo Federal Reserve, o BC dos Estados Unidos, e outros importantes bancos centrais do mundo, lembrou Meirelles.

"É uma medida preventiva, não existe essa necessidade neste momento", ponderou o presidente do BC.

Texto de Renato Andrade; Edição de Vanessa Stelzer

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