23 de Abril de 2008 / às 14:53 / em 10 anos

Sony Ericsson tem queda de 47% nos lucros antes de impostos

Por Adam Cox e Jerker Hellstrom

ESTOCOLMO (Reuters) - A Sony Ericsson divulgou nesta quarta-feira uma forte queda de 47 por cento em seu lucro no primeiro trimestre do ano, caindo para a quinta posição entre as maiores fabricantes mundiais de celulares à medida em que a demanda por aparelhos mais caros e com atributos de música e câmera caiu na Europa.

Os resultados vieram em linha com um alerta de lucro que a empresa emitiu no mês passado que sinalizou um fim à seqüência de bons resultados trimestrais e ganhos de fatia de mercado.

“Observamos que a demanda no nicho de aparelhos com mais recursos diminuiu”, afirmou Anders Runevad, chefe de vendas, durante teleconferência, acrescentando que os consumidores estão mais cautelosos na hora de gastar.

A empresa, que pertence à japonesa Sony e à sueca Ericsson, afirmou que o lucro antes de impostos do período caiu para 193 milhões de euros (306 milhões de dólares) contra 362 milhões de dólares no ano anterior, afetada pela demanda em queda e escassez de componentes.

O número veio perto do teto do intervalo entre 150 e 200 milhões de euros dado no alerta do mês passado, que fomentou receios no setor em decorrência da desaceleração econômica mundial.

Seguindo o alerta, analistas consultados pela Reuters previam um lucro de 176 milhões de euros.

“A falta de componentes é decepcionante, uma vez que eles já passavam por um trimestre desafiador”, afirmou Ben Wood, diretor de pesquisa na CCS Insight.

“O foco nas margens será crucial e provavelmente haverá uma mudança para os produtos de baixo custo”, afirmou Wood.

A companhia perdeu o posto de número quatro no setor para a coreana LG Electronics, já que os consumidores passaram a evitar os celulares caros da Sony Ericsson, que vem com atributos de música e câmera.

A companhia afirmou que o preço médio de vendas de seus telefones caiu de 134 para 121 euros, acima da precisão de 120 euros do mercado.

A expectativa da empresa é de que o mercado de aparelhos móveis cresça cerca de 10 por cento este ano, em linha com as projeções da Nokia, maior empresa do segmento.

As vendas da empresa caíram para 2,7 bilhões de euros contra 2,93 bilhões de euros, acima das estimativas de 2,64 bilhões de euros.

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