24 de Julho de 2008 / às 14:47 / 9 anos atrás

BOVESPA-Copom e commodities levam índice a 3a queda consecutiva

SÃO PAULO, 24 de julho (Reuters) - Pressionada pelo mau desempenho de Wall Street, pela queda de ações ligadas a commodities e pelo ajuste a um aperto monetário doméstico acima do que esperava a maioria, a Bolsa de Valores de São Paulo caía ao menor nível em quatro meses nesta quinta-feira.

Às 11h40, o Ibovespa .BVSP cedia 0,3 por cento, para 59.257 pontos. Na mínima, o índice chegou a cair para o menor patamar em quatro meses.

O volume financeiro da bolsa era de 1,5 bilhão de reais.

Segundo operadores, o aumento da Selic de 12,25 para 13,0 por cento ao ano, decidida na noite de quarta-feira, pesava especialmente sobre o setor bancário, em meio à expectativa de desaceleração das operações de crédito e aumento dos níveis de inadimplência.

Em destaque, a ação preferencial do Itaú ITAU4.SA caía 1,2 por cento, a 33,88 reais, enquanto a preferencial do Bradesco (BBDC4.SA) recuava 0,6 por cento, cotada a 33,82 reais.

"Esse aumento do juro não chegou a ser surpreendente, mas veio acima da previsão majoritária, que era de 0,50 ponto", disse André Hanna, operador da corretora Interfloat.

O mesmo pessimismo era sentido nas ações de empresas varejistas e nas imobiliárias. O papel ordinário da Gafisa (GFSA3.SA) tinha baixa de 2,2 por cento, a 26,15 reais.

Os sinais do cenário internacional também não eram nada positivos. Em meio a uma combinação de dados econômicos piores do que as expectativas nos Estados Unidos e leve alta do petróleo, o índice Dow Jones .DJI cedia 0,9 por cento.

Petróleo que, mesmo subindo, não conseguia estancar as ordens de venda sobre as ações preferenciais da Petrobras (PETR4.SA), carro-chefe da Bovespa, que caíam 1,1 por cento, para 35,70 reais.

Papéis de companhias ligadas a commodities metálicas engrossavam a pressão sobre o Ibovespa. A ação preferencial da Gerdau (GGBR4.SA) era a pior do índice, caindo 3,1 por cento, para 31,85 reais.

"Os estrangeiros continuam vendendo sem parar", acrescentou Hanna, lembrando que, nos primeiros 21 dias de julho, a saída líquida de recursos de investidores não-residentes superou 5,7 bilhões de reais.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Daniela Machado

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