24 de Abril de 2008 / às 18:14 / em 9 anos

TAM espera triplicar lucro operacional em 5 anos--presidente

Por Taís Fuoco

SÃO PAULO (Reuters) - A companhia aérea TAM, que lidera o setor de aviação brasileiro, projeta um aumento superior a 50 por cento em sua receita bruta em cinco anos, quando estima que o lucro operacional será três vezes maior que o atual.

A projeção foi divulgada nesta quinta-feira pelo presidente da companhia, David Barioni Neto, em palestra na Câmara Britânica de Comércio e Indústria. Segundo ele, a TAM espera, em cinco anos, “ter uma lucratividade maior que a concorrência e ser ainda mais competitiva em custos”.

Em 2007, a empresa registrou lucro operacional de 175,5 milhões de reais e a receita operacional bruta somou 8,47 bilhões de reais, de acordo com balanço de quarto trimestre.

Às 15h02, as ações da TAM operavam em alta de 2,1 por cento, a 33,89 reais. No mesmo horário, o índice Ibovespa recuava 0,51 por cento.

Para amparar a previsão de crescimento, a companhia conta com uma expansão média do mercado brasileiro de aviação de 9 a 12 por cento ao ano. Mantido esse patamar de crescimento, em 20 anos, a projeção da companhia é que o total de passageiros transportados no país cresça quatro vezes, para cerca de 250 milhões por ano.

O entrave a tal índice de crescimento será a estrutura aeroportuária em São Paulo, como salientou Barioni. “Em Congonhas não há mais como crescer e Guarulhos ainda sustenta algum crescimento, mas somente fora dos horários de pico”, disse o executivo.

Por isso, ele afirmou que a companhia confia que saiam a terceira pista em Campinas e até um novo aeroporto no Estado. Barioni afirmou ter informações do ministério da Defesa de que uma terceira pista em Campinas já estaria sendo licitada.

“É bom que essas coisas aconteçam logo porque 2014 está aí”, disse ele, referindo-se ao ano em que a Copa do Mundo de futebol vai se realizar no Brasil. Independente da Copa, a projeção da TAM é que o volume de passageiros transportados em 2014 já seja o dobro do atual, que é de quase 60 milhões de pessoas ao ano.

De acordo com o executivo, o mercado brasileiro não deixa margem hoje para que as companhias aéreas façam repasse da alta nos preços dos combustíveis, que representam 35 por cento dos custos da TAM.

“Vivemos um ambiente muito apertado, de extraordinária competição”, disse ele, afirmando que os preços das tarifas caíram 35 por cento, em média, nos últimos quatro anos, como resultado da acirrada competição e de promoções.

Por isso, segundo o executivo, a empresa terá de absorver as altas com controle nos custos.

Na quarta-feira, a fabricante européia de aviões Airbus afirmou que as companhias aéreas brasileiras precisarão de mais de 330 aviões com capacidade para ao menos 100 passageiros nos próximos 20 anos para lidarem com o crescimento da demanda.

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