24 de Abril de 2008 / às 19:19 / 10 anos atrás

JURO-Dúvida sobre gasolina após ata do Copom pressiona taxas

SÃO PAULO, 24 de abril (Reuters) - Foi quase nula a reação inicial do mercado à ata do Copom, mas ainda no final da manhã os investidores repararam em uma pequena mudança no teor dos comentários sobre os preços de combustíveis e as projeções de juros aceleraram na Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F).

Na ata da última reunião, o Comitê de Política Monetária manteve a previsão de reajuste zero da gasolina neste ano, mas afirmou que “a probabilidade de se configurar um cenário alternativo” vem aumentando.

Um reajuste nos preços da gasolina elevaria a inflação, que já se encontra acima do centro da meta segundo previsões do próprio Copom e do mercado.

“No começo, o mercado não viu muito (a ata) porque ela veio dentro do que já esperava... Depois, o mercado deu uma puxada (subiu) com essa parte dos combustíveis”, disse o consultor de uma corretora, que preferiu não se identificar.

O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) janeiro de 2010, o mais negociado, subiu de 13,57 por cento ao ano na véspera para 13,67 por cento. O DI janeiro de 2009 avançou de 12,66 para 12,68 por cento.

Além da previsão de inflação neste ano acima do centro da meta, contida no Relatório de Inflação, o Copom elevou o prognóstico de 2009 para acima de 4,5 por cento.

De acordo com um operador, esses dois pontos pressionaram principalmente as projeções de juros mais longas, por colocarem em dúvida o cenário traçado pelo mercado na semana passada de que o ciclo de aperto monetário seria curto.

“Agora resta aguardar os próximos dados para ver se o ciclo será mais longo do que se esperava. Amanhã tem um dado importante”, acrescentou o operador, referindo-se ao IPCA-15 de abril.

Pesquisa da Reuters mostrou que o mercado projeta alta de 0,56 por cento, o dobro da taxa de 0,23 por cento de março [ID:nN24478692].

Pela manhã, outro dado somou-se às preocupações sobre a força da demanda: o desemprego no país surpreendeu e teve a menor leitura para um mês de março desde o início da série histórica, em 2002.

TÍTULOS PÚBLICOS

No leilão desta quinta-feira, o Tesouro Nacional ofertou 1,75 milhão de títulos prefixados e vendeu 1,45 milhão, pagando taxas superiores às das operações recentes.

A LTN com vencimento em outubro de 2008 teve taxa máxima de 12,34 por cento. A NTN-F janeiro de 2012 saiu a 13,98 por cento e a NTN-F janeiro de 2017 teve taxa de 13,95 por cento.

O lote de LTN com vencimento em julho de 2010 não teve propostas aceitas.

No mercado aberto, o BC fez duas operações, recolhendo 7,327 bilhões de reais, com taxa de 11,63 por cento ao ano, e depois retirando 15,653 bilhões de reais, a 11,62 por cento ao ano. Os recursos serão devolvidos na sexta-feira.

Reportagem de Vanessa Stelzer; Edição de Daniela Machado

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