24 de Abril de 2008 / às 15:14 / 9 anos atrás

Auxílio-desemprego recua nos EUA; moradia é má notícia

Por Alister Bull

WASHINGTON (Reuters) - Os pedidos de auxílio-desemprego nos Estados Unidos caíram fortemente na semana passada e as encomendas de bens duráveis mostraram resistência em março, mas as vendas de novas moradias desabaram, de acordo com dados divulgados nesta quinta-feira.

As vendas de moradias recuaram 8,5 por cento no mês passado, para uma taxa anualizada de 526 mil unidades. Os preços na comparação com um ano atrás tiveram a maior queda desde 1970, informou o Departamento de Comércio.

O dado segue a leitura revisada para baixo de 575 mil unidades em fevereiro e traz mais notícias negativas sobre o setor imobiliário.

Economistas ouvidos pela Reuters esperavam que as vendas caíssem para 580 mil unidades, frente ao dado inicialmente divulgado de 590 mil em fevereiro.

“O que temos é uma divergência entre moradias usadas, que parecem estar se recuperando, e o declínio nas vendas de novas moradias, que está se intensificando”, afirmou Christopher Low, economista-chefe do FTN Financial, em Nova York.

As vendas de moradias usadas também caíram em março, mas em ritmo mais brando, de 2 por cento.

Os pedidos iniciais de auxílio-desemprego diminuíram fortemente na semana passada e uma queda nas encomendas de bens duráveis em março deveu-se principalmente aos bens de transporte.

“Eles certamente não parecem ser números que indicam recessão”, disse Michael Darda, economista-chefe do MKM Partners LLC, em Connecticut, referindo-se aos dados de auxílio-desemprego.referring to the jobs data.

O número de norte-americanos pedindo auxílio-desemprego pela primeira vez caiu em 33 mil, embora o número de trabalhadores que continuam recebendo o benefício mantenha-se em um nível alto.

A média quadrissemanal dos pedidos, considerada menos volátil, recuou de 376.750 para 369.500.

O Departamento de Comércio informou em relatório separado que as encomendas de bens duráveis inesperadamente caíram 0,3 por cento em março, com uma queda no setor de transporte, enquanto um importante termômetro sobre o apetite por investimentos continuou firme.

As encomendas excluindo transportes subiram 1,5 por cento.

Analistas consultados pela Reuters esperavam que as encomendas em geral ficariam estáveis em março, após a queda revisada de 0,9 por cento no mês anterior.

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