24 de Outubro de 2008 / às 14:29 / 9 anos atrás

ATUALIZA-UNIBANCO surpreende e antecipa resultados do 3o tri

SÃO PAULO, 24 de outubro (Reuters) - O Unibanco UBBR11.SA surpreendeu o mercado nesta sexta-feira ao antecipar em duas semanas a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. A instituição tomou a decisão para ficar livre para atender investidores em um momento de intensa volatilidade dos mercados, informou o banco.

De acordo com dados não auditados, a instituição fechou o terceiro trimestre com lucro líquido de 704 milhões de reais, um aumento de 5,6 por cento em relação ganho líquido recorrente do mesmo período de 2007.

No acumulado dos primeiros nove meses deste ano, o lucro subiu para 2,2 bilhões de reais, 16,8 por cento acima do registrado nos primeiros três quartos de 2007.

No final de setembro, o patrimônio líquido do banco atingiu 12,9 bilhões de reais. No segundo trimestre, o patrimônio da instituição somava 12,7 bilhões de reais. A taxa de retorno anualizada sobre o patrimônio líquido médio alcançou 24,4 por cento ao final dos três meses encerrados em setembro.

Em 30 de setembro, o total de ativos era 178,5 bilhões de reais, um crescimento de 33,3 por cento em doze meses.

A carteira de crédito total era de 74,3 bilhões de reais, 32,9 por cento maior do que no final de setembro do ano passado.

A margem financeira anualizada antes das provisões para perdas de crédito foi de 6,6 por cento no trimestre, impactada pelo resultado negativo de intermediação financeira na tesouraria, de 17 milhões de reais, em razão de “expressiva” redução das posições.

De acordo com o relatório encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), a contribuição para a margem financeira da Tesouraria foi positiva em 97 milhões de reais, comparada aos 154 milhões no terceiro trimestre de 2007.

Há pouco, a unit do banco exibia desvalorização de 13 por cento, a 9,99 reais, enquanto o Ibovespa .BVSP caia 6,23 por cento. Na véspera, o papel já havia registrado queda de 9,8 por cento.

DERIVATIVOS

O Unibanco informou ainda que sua posição internacional, realizada como “hedge” dos investimentos em suas unidades no exterior, formavam um montante de 10,5 bilhões de reais.

“Essas operações não acarretam nenhum impacto no resultado, uma vez que as marcações a mercado dos derivativos é anulada com a variação cambial sobre os investimentos no exterior”, disse trecho do documento.

Já as posições de clientes, que exige valor requerido para a pronta liquidação das operações conhecidas como “target forward” era de 146 milhões de reais no final de setembro, e nas chamadas “alavancadas” era de 190 milhões de reais, o que representa exposição de crédito de menos de 0,5 por cento dos ativos do banco.

Reportagem de Aluísio Alves; Edição de Alberto Alerigi Jr.

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