25 de Fevereiro de 2008 / às 19:48 / em 10 anos

Brasil vai construir 5 hidrelétricas com Argentina e Bolívia

BRASÍLIA, 25 de fevereiro (Reuters) - Como parte da política de oferecer auxílio na forma de energia elétrica em vez do gás natural que a Argentina cobiça, o Brasil anunciou projetos bilaterais com o país vizinho e a Bolívia, para aumentar a oferta de energia na região.

Segundo o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, os planos são de construir três usinas hidrelétricas com a Argentina e duas com a Bolívia.

“Foi ajustado com o presidente Lula que começaremos a tomar providências este mês ainda. Vamos ter reunião conjunta com os três ministros de energia dos três países”, afirmou Lobão a jornalistas ao sair de encontro com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Palácio do Planalto.

As usinas somariam 10.000 megawatts, com o custo bancado pelos três países, em um valor estimado em 30 bilhões de reais.

“Nos países que não poderão arcar com a despesa, recorreremos a um ‘teto’ externo”, afirmou o ministro, sem dar detalhes.

Ele informou que a ministra do Meio Ambiente, Marina Silva, irá participar das reuniões “para que a burocracia seja definitivamente banida desses entendimentos”, disse Lobão.

O ministro reafirmou que apesar dos planos conjuntos, o pedido de desvio de 1 dos 30 milhões de metros cúbicos de gás natural boliviano para a Argentina não será atendido.

“Quanto ao gás não haverá modificação. Quanto à energia, vamos ajudar a Argentina nos momentos mais dificeis”, afirmou Lobão.

O Brasil recebe diariamente 30 milhões de metros cúbicos do gás boliviano. Na semana passada, em encontro na Argentina, a presidente Cristina Kirchner pediu ao presidente Lula que cedesse 1 milhão de metros cúbicos por dia para a Argentina. Uma nova reunião foi marcada para daqui a 10 dias.

Lobão informou ainda que a esperada lista de nomes para cargos como a presidência da Eletrobrás (ELET6.SA) e a diretoria Internacional da Petrobras (PETR4.SA) --entre outros que estão sendo negociados entre o governo e o PMDB-- será divulgada “em pouco tempo”.

“Já temos quase tudo equacionado, faltando apenas alguns poucos nomes, o problema é que desejamos anunciar todos de uma só vez, estou convencido que em poucos dias temos a solução definitiva”, justificou.

“O presidente deferiu a mim o poder de decidir e é o que vou fazer dentro de muito pouco tempo”, completou.

Texto de Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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