25 de Abril de 2008 / às 21:38 / em 10 anos

Lula fala em defasagem no preço atual da gasolina

Por Carmen Munari

PAULÍNIA (Reuters) - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva admitiu nesta sexta-feira que há uma discrepância entre os valores internacionais do petróleo e o preço da gasolina no Brasil, acrescentando, no entanto, não saber se ocorrerá um aumento no preço do combustível.

“O petróleo custava 30 dólares o barril e hoje está em 120. E a última vez que aumentou a gasolina (no Brasil) foi em 2005, portanto, temos uma defasagem”, afirmou o presidente a jornalistas, ao participar da inauguração de uma nova unidade da petroquímica Braskem na cidade de Paulínia (SP).

A última vez que o petróleo foi cotado em torno de 30 dólares por barril foi no início de 2004. Em setembro de 2005, último aumento da gasolina no Brasil, os contratos futuros de petróleo nos Estados Unidos eram cotados ao redor de 65 dólares.

“Eu não sei se vai aumentar a gasolina. Essa discussão tem que passar pelo governo. Por enquanto, não recebi nenhuma informação”, afirmou Lula, acrescentando que existe uma preocupação com o impacto inflacionário de um eventual reajuste.

“Temos que olhar qualquer aumento de qualquer coisa, na área de combustível, com a implicação que terá na inflação”, afirmou.

Diretores da Petrobras afirmaram no passado que a estatal não faria alterações nos valores dos combustíveis no Brasil em meio a fortes oscilaçãoes dos preços do petróleo.

A idéia era aguardar a consolidação de um novo patamar de preços do petróleo para um eventual reajuste.

Embora as variações continuem bruscas, o petróleo parece ter se consolidado acima dos 100 dólares por barril. Nesta sexta-feira, fechou perto dos 120 dólares nos Estados Unidos.

O diretor de Abastecimento da estatal, Paulo Roberto Costa, forneceu no mês passado um novo motivo para não elevar o preço da gasolina: a perda de competitividade frente ao álcool. [ID:nN14389632]

Mas analistas afirmam que um aumento estaria próximo e mesmo o Banco Central mudou ligeiramente sua postura sobre o assunto.

De acordo com a ata de sua última reunião, o Copom (Comitê de Política Monetária do Banco Central), apesar de ter mantido a previsão de reajuste zero no preço doméstico da gasolina neste ano, admitiu que “a probabilidade de se configurar um cenário alternativo vem aumentando”.

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