25 de Julho de 2008 / às 19:18 / 9 anos atrás

ATUALIZA-PETROBRAS vê espaço para evitar greve de petroleiros

(Texto reescrito e atualizado com declarações do presidente da Petrobras)

RIO DE JANEIRO, 25 de julho (Reuters) - A Petrobras (PETR4.SA) ainda tem expectativa de evitar, na mesa de negociações, a realização de mais uma greve de petroleiros com parada de produção, afirmou o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli.

As negociações com os trabalhadores entraram nesta sexta-feira no terceiro dia.

“Estamos negociando, estamos na mesa com expectativa de que a negociação seja positiva e não consideramos que a greve seja inevitável, é possivel encontrar uma solução negociável. Mas, se a greve ocorrer, nós estamos nos preparando também”, disse Gabrielli a jornalistas, em entrevista feita em conjunto com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão.

Os petroleiros querem maior participação nos lucros da estatal e acenam com uma greve de cinco dias com parada de produção a partir do dia 5. A categoria se reúne esta tarde com a estatal.

Na semana passada, os petroleiros da bacia de Campos, região responsável por 80 por cento do petróleo nacional, promoveram uma greve de cinco dias com parada de produção.

Os empregados conseguiram reduzir em 136 mil barris a produção da empresa no primeiro dia, mas em seguida a operação foi normalizada por uma equipe de contingência da Petrobras.

Segundo Gabrielli, se for aprovada mais uma greve, o plano de contigência será o mesmo aplicado em Campos. “Vamos fazer as contingências normais, nada demais”, informou.

“Nós não podemos admitir a perda do controle das áreas operacionais, não podemos admitir perdas das condições de produção, nem admitir comportamento fora dos padrões aceitos formalmente dentro da companhia, esse é o nosso limite”, explicou.

Ele informou ainda que a greve da semanda passada não obrigou a empresa a importar mais combustível no mercado internacional. Segundo ele, a perda foi irrisória diante da produção de 1,8 milhão barris diários da estatal.

Antes de se reunir com a Petrobras, a Federação Única dos Petroleiros promoveu nesta sexta-feira uma reunião do seu conselho consultivo para definir os parâmetros mínimos que serão aceitos na mesa de negociação da Petrobras.

“Greve ninguém quer, se depender de nós, vamos aos últimos esforços para evitar”, afirmou o diretor da Federação Única dos Petroleiros, José Genivaldo Silva.

Ele informou mais cedo à Reuters que na reunião de quinta-feira a Petrobras não avançou em relação à proposta de pagamento de uma participação de 12,5 por cento, enquanto os petroleiros querem no mínimo 18 por cento.

“Ela (Petrobras) não apresentou nada, só quer discutir questões governamentais como inflação, manutenção do superávit primário”, explicou.

O diretor explicou que várias assembléias regionais já foram realizadas e a maioria já aprovou o indicativo de greve.

Segundo Silva, se a greve for iniciada, provavelmente será também pelo dissídio da categoria, em setembro, cujas negociações começam em 20 dias. Os petroleiros querem reposição salarial pelo Índice do Custo de Vida (ICV) do Dieese até setembro, mais 5 por cento de ganho real.

“Se entrar a greve, não será mais só pelo PLR (Participação nos Lucros), vai emendar com a negociação do dissídio”, disse Silva, ressaltando que o objetivo da categoria não é fazer greve, mas avançar nas conquistas na empresa.

Reportagem de Denise Luna; Edição de Roberto Samora

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below