25 de Agosto de 2008 / às 15:32 / em 9 anos

ATUALIZA-BC vê consumo forte no 2o tri, mas IPCA na meta em 2009

(Texto atualizado com mais comentários de diretor do BC)

SÃO PAULO, 25 de agosto (Reuters) - O consumo interno deve ter se mantido “robusto” no segundo trimestre, apesar do início do ciclo do aperto monetário no país, afirmou o diretor de Política Econômica do Banco Central, Mario Mesquita, nesta segunda-feira.

“O BC tem dito e escrito que a política monetária terá efeito para moderar esse ritmo da demanda, mas há uma defasagem”, lembrou ele durante seminário em São Paulo.

“A julgar pelo comportamento das vendas no varejo, o consumo deve ter sido robusto no segundo trimestre, mas esses dados só vamos ver no dia 10 de setembro”, quando será divulgado o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao período de abril a junho.

Mesquita reiterou o compromisso do BC de colocar a inflação de volta no centro da meta, de 4,5 por cento, em 2009. “Nós vamos conseguir.”

Segundo ele, o noticiário mais benigno de inflação tem começado a abrandar a deterioração das expectativas do mercado.

Mesquita evitou avaliar diretamente o nível dos preços, mas lembrou comentários recentes do presidente do BC, Henrique Meirelles, de que “a inflação tende a flutuar em torno do centro da meta e não entre o centro e o teto da meta”.

Pesquisa Focus do BC mostrou nesta manhã que o mercado reduziu mais uma vez seu prognóstico para a inflação deste ano, para 6,34 por cento. Para 2009, a estimativa manteve-se em 5,0 por cento.

O diretor do BC citou que, levando em conta as expectativas para o ano que vem, a frequência dos que viam inflação acima de 5,5 por cento aumentou recentemente. “Esse quadro ajuda a explicar porque o BC agiu do jeito que agiu.”

O Comitê de Política Monetária (Copom) já elevou a Selic em 1,75 ponto percentual desde abril, para os atuais 13,0% por cento ao ano.

Mesquita também ressaltou que os efeitos da crise internacional sobre o Brasil têm sido limitados, mas que é preciso considerar que o país não está isolado.

“Uma desaceleração mais forte da economia mundial teria mais impacto sobre a economia brasileira.”

Reportagem de Daniela Machado; Edição de Vanessa Stelzer e Renato Andrade

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