August 26, 2008 / 3:44 PM / 10 years ago

CONSOLIDA-Confiança empresarial alemã cai, com risco de recessão

Por Paul Carrel

BERLIM, 26 de agosto (Reuters) - A confiança do empresariado e do consumidor alemão atingiu os piores níveis em anos, à medida que se confirmou que a maior economia da Europa encolheu no segundo trimestre, elevando o risco de recessão.

O instituto Ifo informou que o índice de clima empresarial de agosto caiu para o patamar mais fraco desde junho de 2005, conforme os desdobramentos da crise global de crédito passaram a afetar mais a atividade econômica.

Isso marca um segundo baque nas perspectivas da Alemanhã, depois que o indicador de condições futuras do grupo de pesquisa GfK mostrou anteriormente que a confiança do consumidor caiu para o pior nível em cinco anos.

“É certo que será um pouso forçado. Mesmo uma colisão —uma recessão— não pode ser descartada”, afirmou o analista do Commerzbank Joerg Kraemer.

Antje Hansen, do HSBC Trinkaus, concordou: “a probabilidade uma recessão aumentou”.

O índice de clima empresarial do Ifo, baseado numa pesquisa mensal com cerca de 7 mil empresas, caiu de 97,7 para 94,8 em julho. A deterioração foi muito maior que o previsto (de 97,1) e as notícias colocaram o euro no pior nível em seis meses frente ao dólar, abaixo dos 1,46 dólar.

O Departamento Federal de Estatística confirmou mais cedo que houve uma contração de 0,5 por cento no Produto Interno Bruto (PIB) alemão no segundo trimestre —a primeira na Alemanha desde 2004.

Uma recessão geralmente é definida como dois ou mais trimestre consecutivos de crescimento negativo. Diversos economistas afirmaram que a economia alemã pode se contrair novamente no terceiro trimestre.

O gasto do consumidor tirou 0,4 ponto percentual do crescimento total no segundo trimestre, assim como os investimentos de capital.

O membro do Banco Central Europeu (BCE) Juergen Stark afirmou em entrevista ao jornal Sueddeutsche Zeitung que “não há lugar para cenários de pesadelo” e que um ritmo fraco de crescimento com posterior recuperação é o cenário mais provável.

Por outro lado, ele disse que a zona do euro está sofrendo efeitos secundários da inflação. “Os riscos inflacionários de médio prazo aumentaram.”

Com reportagem adicional de Noah Barkin e David Milliken

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