27 de Maio de 2008 / às 16:29 / 9 anos atrás

ATUALIZA-Mantega vê inflação na meta, mas quer evitar contágios

(Texto atualizado com mais declarações de Mantega)

RIO DE JANEIRO, 27 de maio (Reuters) - O ministro da Fazenda, Guido Mantega, reforçou nesta terça-feira sua visão de que a inflação está dentro da meta no Brasil, mas disse que medidas são necessárias para evitar maior contágio dos preços.

"O Brasil está com inflação de 5 por cento, porém perfeitamente dentro da meta, na margem de tolerância da meta, enquanto outros países estão completamente fora. O Brasil está perfeitamente dentro do planejado em termos de inflação", afirmou no Rio de Janeiro.

"A inflação interna do Brasil, estrutural, é em torno de 3 por cento. O resto vem de fora."

Mantega avaliou que a disparada dos preços dos alimentos está chegando ao limite, mas ainda há o impacto do petróleo e derivados e outras commodities. "Isso obriga medidas antiinflacionárias para evitar o contágio."

Ele não descartou a possibilidade de o governo promover novas desonerações tributárias de alimentos. Se houver "outros produtos cujos preços estejam subindo, poderemos reduzir tarifa de importação", disse Mantega, ao lembrar que o governo já isentou da cobrança de Pis/Cofins a comercialização de trigo, farinha de trigo e pão francês.

O ministro citou outras medidas para combater a inflação, como o estímulo à produção de gêneros agrícolas. Mantega lembrou que os juros futuros contribui para conter o aumento da inflação. "Os juros no longo prazo estão mais altos. Há juros de 14 (por cento), 14,5 por cento no longo prazo. Isso também vai atenuar um pouco o nível de investimento", disse.

"E, à medida que o cidadão gasta mais com alimentos, ele tem menos recursos para consumir outros gêneros."

FUNDO SOBERANO

O ministro acrescentou que o déficit em conta corrente registrado no 1o quadrimestre do ano, acima de 14 bilhões de dólares, será enfrentado tabém pelo fundo soberano previsto para o país.

"O fundo terá também uma função cambial. Nós estamos querendo dinamizar as exportações, estamos com aumento do déficit em transações correntes. No curto prazo não é uma preocupação, mas temos que tomar medidas para que essa situação não perdure no futuro. O fundo soberano vai comprar dólares e diminuir a pressão sobre o real."

Mantega disse ainda que o volume de operações de crédito no país caminha para alcançar 40 por cento do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. Em abril, último dado disponível e divulgado nesta manhã, o crédito estava em 36,1 por cento do PIB.

Por Rodrigo Viga Gaier; Texto de Daniela Machado e Silvio Cascione; Edição de Daniela Machado

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