27 de Outubro de 2008 / às 10:08 / em 9 anos

ATUALIZA2-Sem "derivativos exóticos", BRADESCO lucra R$1,9 bi

(Texto atualizado com mais informações)

Por Renato Andrade

SÃO PAULO, 27 de outubro (Reuters) - O Bradesco mostrou que tradição e conservadorismo podem garantir bons números em tempos de crise. O maior banco privado do país encerrou o terceiro trimestre do ano com um lucro líquido de 1,910 bilhão de reais e destacou em seu relatório que não opera “derivativos exóticos”, instrumentos que têm dado muita dor de cabeça para algumas empresas brasileiras.

Com o resultado do trimestre passado, o lucro do Bradesco (BBDC4.SA) de janeiro a setembro atingiu 6,015 bilhões de reais, um aumento de 3,4 por cento em relação ao resultado apurado no mesmo período do ano passado.

Ao longo dos últimos três trimestres, o lucro do Bradesco veio se reduzindo gradativamente. Nos três primeiros meses do ano, o banco teve lucro líquido de 2,103 bilhões de reais, passando para 2,002 bilhões no período de abril a junho e 1,91 bilhão entre julho e setembro. No terceiro trimestre de 2007, o lucro do banco foi de 1,850 bilhão de reais.

Em relatório divulgado nesta segunda-feira, a diretoria do banco fez questão de destacar que o uso de derivativos cambiais visam apenas proteger as operações da instituição.

“Tais operações não são realizadas com objetivos especulativos e sim visando apenas o casamento de ativos e passivos”.

No caso da posição em derivativos com clientes, o Bradesco mostrou que o conservadorismo impera.

“O Bradesco não realiza operações com derivativos exóticos, operações denominadas ‘target forward’ ou qualquer outro tipo de operações alavancadas... O Bradesco executa somente operações tradicionais com clientes que desejam administrar suas posições em moedas estrangeiras”, afirmou o banco.

De acordo com levantamento, em 23 de outubro, o Bradesco tinha a receber, de 206 clientes, o valor de 973 milhões de reais e tinha a pagar, para 110 clientes, montante de 655 milhões de reais.

A carteira de crédito do banco ficou em 197,250 bilhões de reais, de acordo com o chamado conceito ampliado, que inclui avais e fianças, valores a receber com cartões de crédito e cessão de crédito (FIDC).

Em setembro do ano passado, a carteira de crédito, sob esse conceito, era de 140,094 bilhões de reais.

Em seu relatório, o Bradesco prevê que a crise financeira global passará a afetar de maneira mais explícita as economias dos países emergentes.

“Ainda que o Brasil não esteja imune à crise e suas consequências, é importante ressaltar que houve avanços nos últimos anos em termos de melhora de fundamentos, o que deve amortecer em algum grau os impactos do pânico que tem tomado contada dos mercados internacionais”, afirmou o banco.

Edição de Vanessa Stelzer

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