27 de Outubro de 2008 / às 15:42 / 9 anos atrás

ATUALIZA-Consumo de energia sobe em setembro; indústria esfria

(Texto atualizado com mais informações)

RIO DE JANEIRO, 27 de outubro (Reuters) - O consumo de energia no Brasil ainda não refletiu a crise financeira que está abalando a economia de todo o mundo e subiu 4,8 por cento em setembro, atingindo volume recorde no ano de 33.362 gigawatts, segundo informou a Empresa de Pesquisa Energética nesta segunda-feira.

O segmento industrial no entanto mostrou em setembro sinais de redução de ritmo, registrando queda de consumo em relação ao mês anterior pela primeira vez este ano. A redução em setembro foi de 168 GWh em relação a agosto.

O setor comercial teve consumo de energia 6,8 por cento maior em setembro contra um ano atrás e o residencial subiu 4,9 por cento.

“O consumo mostra que os reflexos da crise financeira mundial ainda não se fizeram sentir no mercado brasileiro de energia elétrica, embora já possam ser percebidos alguns sinais no setor industrial”, afirmou a EPE em um comunicado.

A EPE reviu a estimativa para o ano, de crescimento de 4,8 por cento em relação a 2007 previsto no início do ano para 3,8 por cento.

Na comparação com setembro do ano passado o consumo industrial ainda subiu 4,6 por cento, mas o número de crescimento foi o menor para o ano.

“No Nordeste, em especial, o crescimento do consumo industrial foi muito baixo. A taxa de 2,4 por cento foi a menor dentre todas as regiões”, informou a EPE.

No Centro-Oeste, onde há maior presença de atividades agrícolas, o consumo industrial de energia foi 11,3 por cento maior do que há um ano,

A região Centro-Oeste foi inclusive a que apresentou maior crescimento em setembro no consumo de energia de maneira geral (residencial, comercial e industrial), de 10,4 por cento em relação a setembro de 2007, seguida pela região Norte, em alta de 7,1 por cento.

O Sudeste, onde se concentra a maior parte da indústria nacional, teve consumo 3,6 por cento maior.

A região Nordeste teve consumo 5,7 por cento maior e no Sul o consumo de energia subiu 4,7 por cento.

Por Denise Luna; Edição de Marcelo Teixeira

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