27 de Fevereiro de 2008 / às 17:13 / em 10 anos

Maior acionista da BM&F vê com bons olhos integração com Bovespa

Por Daniela Machado

SÃO PAULO (Reuters) - Maior acionista da BM&F, o CME Group vê com bons olhos a possível união entre a bolsa brasileira de futuros e a Bovespa.

O CME Group detém 10 por cento da Bolsa de Mercadorias & Futuros (BM&F), após a parceria fechada para levar os produtos da bolsa brasileira à plataforma de negociação eletrônica Globex --presente em mais de 80 países.

“Nós apoiamos as estratégias que (o presidente do conselho da BM&F Manoel Felix Cintra) Neto e o diretor-geral estão discutindo”, afirmou nesta quarta-feira o diretor-geral do CME Group, Craig Donohue, que agora faz parte do Conselho da BM&F.

O executivo evitou comentários mais detalhados sobre a possibilidade de os produtos da Bolsa de Valores de São Paulo também virem a ser negociados no Globex, mas destacou que o Brasil é uma forte aposta para sua expansão.

“O Brasil é uma grande oportunidade de crescimento... Estamos animados para estender nossa presença na América Latina.”

BM&F e Bovespa Holding anunciaram na semana passada o início das conversas para uma possível união. O prazo de exclusividade nas negociações entre as duas acaba em pouco menos de 60 dias. Segundo o diretor-geral da BM&F, Edemir Pinto, o modelo do negócio ainda está sendo avaliado.

Ele citou que fusões e aquisições, mesmo internacionais, estão entre os pilares da BM&F para crescer, assim como a integração com a plataforma Globex --prevista para até o final do terceiro trimestre-- e uma política de redução de custos.

Segundo Edemir Pinto, a associação vai fazer com que os produtos da bolsa brasileira, hoje distribuídos por meio de 600 terminais, alcancem “dezenas de milhares de terminais”.

EFEITOS DA CRISE EXTERNA

A BM&F divulgou na noite de terça-feira aumento de 48,7 por cento no lucro líquido em 2007, para 293,3 milhões de reais. A receita operacional líquida cresceu 41,8 por cento, para 550,6 milhões de reais.

O objetivo de longo prazo é fazer com que a margem operacional, atualmente em torno de 50 por cento, chegue a até 75 por cento.

Embora a crise externa, originada por problemas no setor imobiliário dos Estados Unidos, venha afetando o volume de contratos negociados na BM&F nos últimos meses, a receita tem sofrido impacto menor.

Isso porque o cálculo de emolumentos recolhidos pela bolsa depende do prazo dos contratos, e não só do número deles.

Em janeiro, por exemplo, o volume de contratos negociados recuou 2,3 por cento frente ao mesmo período de 2007, enquanto a receita bruta cresceu 14,6 por cento.

“Muitos dos participantes dos mercados da BM&F são institucionais e, entre eles, muitos dos bancos estrangeiros que sofreram com a crise do ‘subprime’. Neste momento, eles ficam mais avessos ao risco”, comentou o diretor-geral da BM&F.

“É um momento muito pontual de reposicionamento. Acho que é algo passageiro.”

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