28 de Fevereiro de 2008 / às 01:51 / em 10 anos

Ingrid Betancourt está "muito doente" nas mãos das Farc

Por Fabián Andrés Cambero

CARACAS (Reuters) - A ex-candidata presidencial colombiana Ingrid Betancourt, há mais de seis anos sequestrada pelas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), está “muito doente” e passa por uma situação difícil, disseram reféns libertados pela guerrilha nesta quarta-feira.

O ex-parlamentar Luis Eladio Pérez disse que viu Betancourt, que também tem a nacionalidade francesa, pela última vez há 23 dias e por poucos minutos.

“Ingrid ficou muito mal, está física e moralmente esgotada, temos que fazer uma imensa campanha para libertá-la o mais rápido possível”, disse Pérez a jornalistas.

Pérez acrescentou que a ex-candidata tem problemas físicos e sofre maus-tratos daqueles que a mantém em cativeiro, enquanto permanece presa em condições “subumanas”. Os ex-reféns também afirmaram que a política sofre de uma reincidente hepatite B.

A também ex-legisladora Gloria Polanco, também libertada nesta quarta-feira, lamentou a situação vivida por Betancourt. “Como mulher, como mãe, mando uma mensagem para Ingrid Betancourt, que ficou na selva muito doente”, disse.

Polanco, Pérez e outros dois ex-parlamentares foram libertados na quarta-feira após anos no cativeiro, em uma decisão unilateral das Farc, em reconhecimento aos gestos humanitários do presidente venezuelano, Hugo Chávez, e da senadora colombiana Piedad Córdoba.

Chávez recebeu os agora ex-reféns no palácio presidencial e ouviu pedidos para que interceda em favor da ex-candidata à Presidência da Colômbia. O presidente venezuelano mandou uma mensagem sobre a política para o líder das Farc.

“Marulanda, a primeira coisa que vou te pedir do fundo do meu coração é que mude o local onde está Ingrid, que a mude para um comando mais próximo de você...enquanto seguimos tratando e abrindo caminho para sua libertação definitiva. Creio que seja urgente”, disse Chávez.

Os reféns libertados nesta quarta pediram que se trabalhe por uma imediata e definitiva libertação de dezenas de pessoas sequestradas, as quais as Farc buscam trocar por cerca de 500 guerrilheiros presos por meio de um acordo humanitário com o governo colombiano.

“Trabalharemos sem descanso para conseguir a liberdade de todos, mas particularmente a de Ingrid Betancourt, que passa neste momento por uma situação extremamente difícil”, disse Pérez.

Betancourt foi sequestrada pelas Farc durante sua campanha para a Presidência em fevereiro de 2002.

A França tem demonstrado interesse nas negociações por uma troca humanitária e tem expressado confiança de que a intervenção de Chávez facilite a entrega dos reféns.

O governo colombiano, no entanto, retirou Chávez das negociações de paz, por considerar que ele ultrapassou suas funções, o que provocou tensões diplomáticas entre os dois países.

Pérez também disse que os três norte-americanos mantidos reféns pela guerrilha estão em uma situação complicada e contaminados com doenças tropicais.

Colaborou Luis Jaime Acosta na Colômbia

0 : 0
  • narrow-browser-and-phone
  • medium-browser-and-portrait-tablet
  • landscape-tablet
  • medium-wide-browser
  • wide-browser-and-larger
  • medium-browser-and-landscape-tablet
  • medium-wide-browser-and-larger
  • above-phone
  • portrait-tablet-and-above
  • above-portrait-tablet
  • landscape-tablet-and-above
  • landscape-tablet-and-medium-wide-browser
  • portrait-tablet-and-below
  • landscape-tablet-and-below