28 de Março de 2008 / às 18:05 / 9 anos atrás

USIMINAS deve reajustar preços de aço no 2o trimestre

SÃO PAULO, 28 de março (Reuters) - A Usiminas (USIM5.SA) deve fazer novo reajuste de preços de aço no segundo trimestre depois de aumentos de 9 a 11 por cento promovidos nos primeiros três meses deste ano.

O acréscimo no valor dos produtos deve ser decidido por conta de alta nos custos com insumos, informou o diretor de comercialização para mercado interno da companhia, Idalino Ferreira.

"Devemos anunciar neste trimestre próximo um novo aumento, mas o índice e quando ocorrerá não posso precisar", disse Ferreira em teleconferência sobre os resultados da companhia divulgados na véspera.

Já o diretor de comercialização para mercado externo da Usiminas, Renato Valerini, afirmou que os preços no mercado internacional não devem recuar de maneira sensível nos próximos meses em virtude de uma eventual desaceleração da economia global.

"Não espero nenhuma queda de preços substancial no segundo semestre, a menos que tenhamos uma crise excepcional", afirmou Valerine.

A companhia, que em fevereiro anunciou a compra da mineradora J. Mendes, tem meta de produção este ano de 5 milhões de toneladas de minério de ferro e de 6 milhões de toneladas em 2009.

Dos 5 milhões de toneladas, 2 milhões estão ligados a contratos antigos com preços mais baixos que os praticados pelo mercado, informou Paulo Penido, diretor financeiro da Usiminas. "São dois ou três contratos que teremos que renegociar", disse o executivo.

As expectativas de investimento na mina em 3 anos são de 150 milhões de dólares, aumentando a capacidade para de 11 milhões a 13 milhões de toneladas. Investimentos em uma pelotizadora para a unidade ainda estão sendo avaliados, informou o executivo.

Ele ainda informou que a Usiminas está instalando novo laminador a quente de 2,3 milhões de toneladas em Cubatão que produzirá chapas de 2 mil milímetros.

Em Ipatinga, a companhia está fazendo melhorias no laminador, que deve gerar 150 mil toneladas adicionais, e no laminador de chapa grossa, que adiciona 550 mil toneladas, além de acrescentar mais 550 mil toneladas de galvanizados, informou Penido, ressaltando que a companhia não está fechando o antigo laminador da empresa em Cubatão e que as vendas devem cair no primeiro trimestre por conta das melhorias.

Sobre investimentos em alto-fornos, a empresa ainda discute projeto anunciado em 2005 de ampliar a produção de aço bruto em 6,5 milhões de toneladas até 2015, dos quais cerca de 3 milhões na usina de Ipatinga (MG) e o restante "em Cubatão, a princípio", disse Penido.

"O projeto está mais maduro, mas ainda não bateu-se o martelo de que será em Cubatão. Também não está aprovado para execução", disse o executivo.

"A idéia de fazer joint-venture continua viva. Pode ser que essa expansão tenha parceiros, mas avaliamos principalmente se o parceiro tiver a possibilidade de antecipar esse crescimento."

Nesta semana, o jornal japonês Nikkei informou que a Nippon Steel, acionista da Usiminas, planeja investir entre 5 bilhões e 6 bilhões de dólares na construção de um usina siderúrgica no Brasil. Segundo o jornal, o investimento seria feito via joint-venture com a Usiminas.

"A Nippon Steel é super bem vinda como parceira, mas todas as negociações estão em andamento", disse Penido.

Reportagem de Alberto Alerigi Jr.; Edição de Marcelo Teixeira

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