28 de Maio de 2008 / às 23:02 / em 9 anos

BC age a tempo e a hora para conter inflação, diz Meirelles

BRASÍLIA (Reuters) - O Banco Central não está sendo surpreendido pela elevação da inflação no país e já vem tomando as medidas necessárias para trazer os preços de volta a trajetória compatível com as metas, afirmou o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, nesta quarta-feira.

“O que está acontecendo na economia brasileira hoje já estava no nosso cenário de risco”, afirmou Meirelles em depoimento a comissões do Congresso.

“A boa notícia é que o Banco Central tem atuado a tempo e a hora”, acrescentou. “Nós não vamos depois estar atrasados ou, como se diz na linguagem popular, correr atrás do prejuízo.”

O Comitê de Política Monetária se reunirá na próxima semana para deliberar sobre a taxa de juros. A aposta do mercado é que os diretores aprovarão um aumento da Selic de pelo menos 0,5 ponto. Em sua última reunião, em março, o Copom elevou os juros, pela primeira vez em três anos, em 0,5 ponto.

Meirelles destacou nesta quarta-feira a preocupação do BC em evitar que elevações dos preços no atacado contaminem o varejo.

Ele também frisou ser pouco provável que a inflação alcance exatamente o centro da meta do governo, fixada em 4,5 por cento para 2008 e 2009, com intervalo de tolerância de dois pontos percentuais.

“Isso é quase uma coincidência estatística”, disse, acrescentando que o importante é que a inflação orbite em torno da meta central.

CRISE EXTERNA

Questionado sobre a crise de crédito nos Estados Unidos, Meirelles disse que o risco é que se chegue a um cenário similar ao da década de 1970, quando os bancos centrais adotaram uma política monetária frouxa para fazer frente ao choque de petróleo, o que gerou uma generalização da inflação.

A diferença do momento atual, diz Meirelles, é que os bancos centrais ao redor do mundo têm mais compromisso com a estabilidade e são legalmente independentes.

“A probabilidade maior é que os bancos centrais tomem as medidas necessárias”, afirmou Meirelles, destacando a elevação dos juros em alguns países, sem citar exemplos.

Ele acrescentou que a economia norte-americana tem mostrado crescimento “na melhor das hipóteses, baixo”, ainda com risco de recessão, e que ainda há uma preocupação grande com os sinais de arrefecimento na Europa.

Os países emergentes, incluindo o Brasil, têm mostrado resistência “bem maior do que se esperava”.

Por Isabel Versiani; Texto de Daniela Machado

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