28 de Maio de 2008 / às 19:47 / em 10 anos

CÂMBIO-Otimismo da Bovespa contagia e derruba dólar

Por Fabio Gehrke

SÃO PAULO, 28 de maio (Reuters) - O dólar fechou em queda nesta quarta-feira, seguindo o bom humor do principal índice da Bovespa com a crescente expectativa de que o país receba o grau de investimento de mais uma agência de classificação de risco.

A moeda norte-americana BRBY caiu 0,96 por cento, fechando cotada a 1,656 real.

Segundo Carlos Alberto Postigo, operador do Banco Paulista, o dólar está aproveitando a “indefinição do cenário externo” e seguindo outros fatores, como a alta da Bovespa e as projeções de alta dos juros.

“Você pode pegar o fortalecimento da inflação que deve trazer um aumento dos juros”, afirmou o operador.

A projeção de alta dos juros domésticos favorece as operações de arbitragem que lucram com o diferencial das taxas de juros praticadas interna e externamente.

Para Renato Schoemberger, operador da Alpes Corretora, o mercado cambial está seguindo a melhora da bolsa paulista.

“O pessoal está falando da Fitch que pode estar chegando”, afirmou Schoemberger refletindo o otimismo do mercado com a possibilidade do país receber o grau de investimento de outra agência de classificação de risco, provavelmente a Fitch.

No final da sessão, a agência canadense de classificação de risco DBRS elevou a nota da dívida soberana do Brasil para “BBB (baixo)”, dentro da faixa de grau de investimento, e mudou a perspectiva de positiva para estável.

De acordo com Marcos Forgione, Hencorp Commcor Corretora, a notícia foi recebida pelo mercado com otimismo que espera que ainda outras agências de risco sigam o mesmo movimento.

“Saiu a informação (da agência DBRS) que levou a essa queda no final da sessão”, afirmou Forgione, ressaltando que a tendência do dólar continua sendo de desvalorização frente ao real.

Schoemberger ainda ressaltou o início da disputa pela Ptax de fim de mês, que é usada para liquidação dos contratos futuros na BM&F.

“O mercado já está brigando pela Ptax e parece que vão tentar derrubar (a cotação do dólar)”.

Nesta quarta-feira, o Banco Central realizou um leilão de rolagem de swap reversos, vendendo a oferta total de 49.500 contratos equivalentes à aproximadamente a 2,373 bilhões de dólares. A operação teve como objetivo a rolagem de um lote que expiraria em 2 de junho.

Nos contratos de swap reversos, o mercado ganha quando a varaição do juro supera a do câmbio, e a operação tem o efeito de uma compra futura de dólares pelo BC.

Na última hora de negócios, a autoridade monetária ainda realizou um leilão de compra de dólares no mercado à vista, definindo a taxa de corte a 1,6607 real.

Edição de Cláudia Pires

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