29 de Novembro de 2007 / às 18:37 / em 10 anos

ANÁLISE-Fundos soberanos podem ser salvação para EUA

Por Herbert Lash

NEW YORK (Reuters) - Os fundos de investimento geridos por China e países do Golfo deixaram políticos do Ocidente apreensivos ao flexibilizar seus 2 trilhões de dólares em investimento, mas podem ser a salvação para os combalidos bancos norte-americanos.

Esses países têm aplicado a riqueza conquistada com o comércio global e os preços de commodities no setor financeiro dos EUA afetado pela crise imobiliária.

Na segunda-feira, Abu Dhabi investiu 7,5 bilhões de dólares no Citigroup, o mais visível sinal de uma tendência entre fundos soberanos.

Desde abril esses fundos investiram 37,3 bilhões de dólares em ativos financeiros globais, de acordo com o Morgan Stanley.

A onda de investimentos poderia impulsionar os preços de ativos e prover fontes adicionais de capital aos bancos atingidos pela crise do subprime, avaliou o banco de investimento.

Embora as compras tenham levado o G7 a pedir regras para os fundos, é muito cedo para dizer que o investimento é suficiente para tirar do sufoco o setor financeiro dos EUA.

“Algumas coisas têm que acontecer para realmente acabar com o nevoeiro”, disse Don Straszheim, vice-chairman do Roth Capital Partners LLC, em Los Angeles. “Teremos que ver mais alguns desses acordos.”

Os fundos soberanos preferem instituições financeiras, acrescentou o Morgan Stanley, citando o caso do Temasek Holdings, de Cingapura, que mantém 38 por cento de seu portfólio em ativos financeiros.

“Tem obviamente muito potencial”, afirmou Brad Setser, do Conselho de Relações Internacionais, que estuda as reservas dos bancos centrais, fundos soberanos e o financiamento dos Estados Unidos por mercados emergentes.

Ele espera que cerca de 200 bilhões de dólares sejam adicionados este ano ao montante administrado por fundos soberanos.

Embora os grandes fundos sejam cautelosos e invistam pesadamente em bônus, “parte está indo para ações”, acrescentou Setser.

Os fundos soberanos, que têm mais de 2 trilhões de dólares sob sua administração, devem dobrar em tamanho antes de 2010 e alcançar a marca de 10 trilhões de dólares até 2014, estimou o Korean Investment Corp em maio.

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