29 de Maio de 2008 / às 17:40 / em 9 anos

Whirpool e Braskem desenvolvem lavadora com gabinete plástico

SÃO PAULO (Reuters) - A unidade brasileira da Whirpool, maior fabricante mundial de eletrodomésticos, obteve patente do que chama ser a primeira lavadora de roupas que utiliza gabinete plástico e não de aço. Para isso, a maior petroquímica da América Latina, Braskem, desenvolveu um polipropileno específico para a aplicação da companhia.

Marcelo Fischer, gerente geral de lavadoras da Whirpool no Brasil, afirmou em encontro com a imprensa que a empresa “já tem consulta dos Estados Unidos”, por exemplo, mas não dimensionou contratos de exportação até o momento.

“Abrimos uma nova fronteira”, disse o executivo, quando questionado sobre os novos eletrodomésticos que poderão substituir metais por plástico. Segundo ele, “se o mercado sinalizar positivamente”, a empresa poderá ampliar a gama de produtos.

De acordo com Fischer, as duas companhias perceberam, durante o desenvolvimento dos produtos, que “dá para fazer geladeira e até fogão”, mas tudo vai depender da aceitação pelo mercado.

Os preços, segundo ele, ficaram em linha com os demais. “O objetivo não foi a redução de preço, mas a diferenciação.” As máquinas são mais leves e fáceis de transportar e indicadas, por exemplo, para os proprietários de casa na praia, já que não enferrujam.

Os três primeiros modelos de lavadoras com gabinete plástico começaram a chegar às redes de varejo em março deste ano, em todo o Brasil. A tecnologia desenvolvida poderá ser usada pela Whirpool em todo o mundo.

ESPAÇO PARA O POLIPROPILENO

O polipropileno integra o segmento de resinas termoplásticas da Braskem, que correspondeu no primeiro trimestre deste ano a cerca de 51 por cento do faturamento de 4,4 bilhões de reais do grupo. Isoladamente, o produto gerou 14,3 por cento da receita líquida da empresa.

A Braskem viu na iniciativa a possibilidade de ampliar ainda mais a presença do polipropileno nos eletrodomésticos.

Segundo Rui Chammas, diretor comercial de polipropileno da Braskem, os eletrodomésticos respondem hoje por 5 por cento do consumo da resina por ano, mas “tem taxas de crescimento muito altas” nos últimos anos, tanto pelo aumento da renda da população, como pelos novos usos que estão sendo desenvolvidos.

Segundo ele, enquanto a demanda pela resina cresce em média 10 por cento ao ano, nos eletrodomésticos o salto tem sido de 15 por cento.

As lavadoras de roupa tradicionais têm algo como 30 a 40 por cento de plástico em suas peças. As novas lavadoras lançadas pela Whirpool com a marca Consul, no entanto, têm 70 por cento de polipropileno.

“Temos potencial de quase dobrar a relação entre as duas empresas”, afirmou Chammas, sobre a venda da resina para a Whirpool.

(Por Taís Fuoco)

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