29 de Abril de 2008 / às 17:43 / 9 anos atrás

Indústria de SP recua em março por efeito estatístico

Por Daniela Machado

SÃO PAULO (Reuters) - A atividade industrial em São Paulo recuou de fevereiro para março por conta de efeitos estatísticos e a avaliação da Fiesp, responsável pelo dado divulgado nesta terça-feira, é de que o setor "continua em boa forma".

O índice de atividade caiu 4,3 por cento com ajuste sazonal e aumentou 5,9 por cento na comparação sem ajuste --número bem inferior ao crescimento médio de 16 por cento visto em março dos últimos quatro anos.

"Não devemos tomar essa queda de 4,3 por cento como sinal de redução efetiva da atividade", disse Paulo Francini, diretor de economia da Fiesp. "Trata-se de um acidentezinho da estatística."

Ele explicou que o dado foi afetado pela menor diferença entre os dias úteis de fevereiro e março deste ano, de apenas um dia. Na média dos últimos quatro anos, essa diferença (a favor do mês de março) foi bem maior, de 4,5 dias.

Em 12 meses, a indústria paulista acumula crescimento de 7,2 por cento, um desempenho considerado robusto pela Fiesp mas que já começa a mostrar sinais de acomodação.

"Não seria surpresa se acomodar abaixo de 7 por cento (em 12 meses) no final do ano porque começam a entrar na conta meses com base de comparação forte", acrescentou Francini.

Entre os setores, destaque para o de Máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que registrou queda de 7,1 por cento de fevereiro para março, com ajuste sazonal.

A produção no setor de Alimentos e bebidas recuou 0,6 por cento nessa comparação e, em 12 meses, vem mostrando um comportamento oposto ao da indústria em geral.

"O setor está sendo, de certa forma, afetado pelo crescimento dos preços", comentou o diretor da Fiesp ao analisar a trajetória ascendente do Índice de Preços ao Consumidor de alimentos e a queda da produção.

USO DA CAPACIDADE

As vendas reais da indústria aumentaram 10,5 por cento na comparação mensal, sem ajuste sazonal, e caíram 0,6 por cento frente a março do ano passado.

A utilização da capacidade instalada atingiu 83,0 por cento em março, ante 82,0 por cento em fevereiro, mesmo patamar de março de 2007. Com ajuste sazonal, o uso da capacidade ficou em 82,5 por cento, frente a 83,4 por cento em fevereiro e 81,5 por cento em igual período do ano passado.

O destaque coube ao setor de Veículos automotores, cuja utilização da capacidade pulou de 85,9 por cento há um ano para 94,1 por cento, segundo dados sem ajuste.

"Vamos olhar isso como um sinal de coisa boa", ponderou Francini. "O setor está sendo fortemente estimulado pela demanda e está investindo."

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