30 de Abril de 2008 / às 00:23 / em 9 anos

Petrobras vai revisar projeção de produção de 2008 para baixo

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A Petrobras vai revisar para baixo a projeção de produção de petróleo em 2008, afirmou nesta terça-feira o gerente executivo de Exploração e Produção da estatal, José Nepomuceno.

Segundo ele, a empresa vai rever a produção média de 2 milhões de barris ao dia, para uma estimativa de 1,957 milhão de barris.

“O ramp up (aumento da produção) das plataformas P-52 e P-54 está indo bem, mas poderia estar mais rápido”, disse Nepomuceno à Reuters ao explicar a revisão para baixo da projeção de produção neste ano.

Ele acrescentou que o início das operações das plataformas P-51 e P-53, previsto para agosto, deve atrasar.

“Achamos que o prazo está apertado”, declarou. “Essa diferença de 50 mil barris a menos é muito pequena, equivale a 2,5 por cento a menos.”

O diretor de Exploração e Produção, Guilherme Estrela, afirmou que as revisões são “rotineiras e cotidianas” e que “daqui até julho certamente vamos anunciar (oficialmente essa revisão para baixo), os grupos já estão se reunindo e recebendo informações das unidades”.

Segundo ele, apesar disso a produção está aumentando na comparação com 2007.

Os dois executivos participaram de um encontro do setor de petróleo no Rio de Janeiro.

Sobre a alta do petróleo no mercado internacional e as projeções da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de que os preços do barril continuarão subindo, Estrela disse que o petróleo no atual patamar já viabiliza economicamente a produção na camada pré-sal no Brasil.

PRÉ-SAL E AMBIENTE

No segundo semestre, diz ele, haverá a primeira exploração do pré-sal no Brasil no bloco BMES103. Estrela informou que esse bloco está localizado no campo de Jubarte e a produção será escoada para o navio-plataforma P-34.

“Ele vai ser todo monitorado para servir de coleta de dados para o reservatório do pré-sal”, afirmou Estrela, acrescentando que a produção do bloco será de 5 mil barris ao dia.

“Nós podemos garantir que com o preço atual o pré-sal é altamente viável”, disse.

De acordo com Estrela, a Petrobras está preocupada com eventuais prejuízos ambientais no campo de Tupi, na bacia de Santos, e pretende construir um reservatório no fundo do mar para reinjetar o gás carbônico que pode sair da prospeção. Segundo ele, de oito a 12 por cento da reserva de Tupi é composta de gás carbônico.

“Esse é um projeto de referência da Petrobras na área ambiental”, disse.

Reportagem de Rodrigo Viga Gaier

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