29 de Julho de 2008 / às 20:50 / 9 anos atrás

Após cinco quedas, Bovespa tem maior alta em julho

Por Aluísio Alves

SÃO PAULO (Reuters) - Forte alta em Wall Street, queda do petróleo e recuperação das ações de empresas domésticas de metais. A combinação desses fatores fez a Bolsa de Valores de São Paulo fechar o pregão no azul, após cinco sessões consecutivas de perdas.

O Ibovespa assinalou ganho de 2,06 por cento, para 58.042 pontos, a maior alta em um mês. O volume financeiro de negócios totalizou 4,68 bilhões de reais.

Mais uma vez o noticiário internacional deu o tom das transações. E, mesmo com a divulgação de mais uma gigantesca baixa contábil de 5,7 bilhões de dólares relacionada à crise de crédito nos Estados Unidos, o saldo do dia foi positivo.

De um lado, o petróleo caiu para a faixa de 122 dólares o barril no fechamento, alimentando esperanças de que a continuidade de queda da commodity alivie pressões inflacionárias.

Na Bovespa, a expectativa de custos menos salgados dos combustíveis impulsionou o setor aéreo. As ações preferenciais da Gol subiram 4,66 por cento, a 16,85 reais.

De outro lado, o índice de confiança do consumidor norte-americano subiu em julho pela primeira vez em seis meses, contrariando expectativas mais negativas de analistas.

“Isso tudo freou um pouco o fluxo de ordens de venda, especialmente sobre ações ligadas a commodities”, disse André Querne, sócio da Rio Gestão de Recursos.

Foi o que permitiu um respiro dos papéis de siderúrgicas, como as preferenciais da Gerdau Metalúrgica, que subiram 4,85 por cento, a 43,90 reais.

O mesmo raciocínio guiou as ações preferenciais da Vale a uma valorização de 2,23 por cento, cotadas a 39,00 reais.

O setor bancário reforçou a tendência positiva, no dia em que o Banco Central divulgou que o volume de crédito concedido pelas instituições financeiras no país cresceu 33,4 por cento no período de doze meses encerrado em junho, em um quadro de estabilidade da inadimplência.

Em destaque, as ações ordinárias do Banco do Brasil dispararam 5,8 por cento, para 24,40 reais.

Na coluna negativa ficou o carro-chefe da bolsa paulista, as ações preferenciais da Petrobras, que caíram 0,14 por cento, a 34,80 reais, seguindo de longe a queda do preço do petróleo.

A Perdigão viu suas ações ordinárias caírem 0,6 por cento, para 41,35 reais, depois de a companhia reportar, na véspera, prejuízo de 881,8 milhões de reais no segundo trimestre. Analistas mostraram-se preocupados com a possibilidade de a empresa não conseguir repassar os aumentos de custos com matérias-primas aos consumidores.

Edição de Vanessa Stelzer

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