29 de Outubro de 2008 / às 12:07 / 9 anos atrás

ATUALIZA2-USIMINAS lucra mais e mantém planos apesar da crise

(Texto atualizado com comentários da empresa sobre perspectivas do mercado de aço)

Por Renato Andrade

SÃO PAULO, 29 de outubro (Reuters) - A Usiminas, um dos maiores grupos siderúrgicos do país, encerrou o terceiro trimestre do ano com um lucro de 880 milhões de reais e reafirmou a disposição de manter seus planos de investimentos para os próximos anos, apesar das indicações de menor crescimento econômico e expansão mais fraca da demanda por aços planos no país em 2009.

O lucro do grupo mineiro no perído de junho a setembro foi 16 por cento maior do que o verificado no terceiro trimestre de 2007, quando a empresa de Ipatinga, no Vale do Aço mineiro, lucrou 758 milhões de reais.

Apesar da crise financeira internacional, que tem gerado efeitos negativos sobre diversos segmentos da economia, a Usiminas afirmou em seu relatório trimestral, divulgado nesta quarta-feira, que tem condições de enfrentar o atual cenário.

“Nossa política austera e previdente de gestão do caixa nos permite atravessar com segurança o atual momento de incerteza dos mercados”, afirmou o diretor-presidente da siderúrgica, Marco Antônio Castello Branco, no relatório encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

A geração de caixa da Usiminas (USIM5.SA) no período de junho a setembro --medida pelo lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês)-- somou 1,894 bilhão de reais, um avanço de 38 por cento em relação ao resultado do terceiro trimestre de 2007. A margem Ebitida passou de 37,9 por cento, para 42,6 por cento, o que foi destacado pela empresa.

“Estes resultados dão suporte ao plano de crescimento da companhia”, afirmou a siderúrgica.

A receita líquida do grupo atingiu patamar recorde de 4,451 bilhões de reais, um ganho de 23 por cento em relação ao apurado no período de junho a setembro do ano passado.

INVESTIMENTO MANTIDO

A siderúrgica mineira, responsável por 40 por cento do aço plano consumido no Brasil, afirmou no relatório de seu balanço trimestral que deverá manter seus planos de investimentos para o período de 2008 a 2012, “avaliando continuamente seus prazos de execução com base nos indicadores e nas tendências do mercado siderúrgico”.

A empresa lançou recentemente um plano de expansão de 14,1 bilhões de dólares, depois de anos sem investimentos relevantes.

Segundo o diretor-presidente da siderúrgica, o financiamento do plano de investimentos está “bem estruturado e a velocidade de sua implantação pode ser facilmente adaptada, de maneira a preservar a qualidade dos indicadores da performance financeira da companhia”, afirmou Castello Branco no relatório.

A empresa avalia que a crise financeira terá impactos inevitáveis sobre a economia brasileira, mas ainda assim aposta em indicadores de crescimento “bastante expressivos” para este ano.

Para 2009, a siderúrgica prevê a continuidade da expansão da demanda de aços planos no mercado interno, mas pondera: “certamente num ritmo menor que o alcançado nos últimos anos”.

“É invevitável considerar um novo cenário a partir do agravamento da crise financeira nos Estados Unidos e sua influência nos demais países. Todavia, ainda é prematura uma avaliação definitiva dos efeitos na economia brasileira e no mercado interno de produtos siderúrgicos”, afirmou a companhia em seu relatório.

Edição de Alexandre Caverni

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