30 de Junho de 2008 / às 21:59 / 9 anos atrás

Governo mantém em 4,5% meta de inflação para 2010

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - O Conselho Monetário Nacional (CMN) manteve em 4,5 por cento a meta de inflação para 2010, em linha com a expectativa do mercado.

O intervalo de tolerância também foi conservado em dois pontos percentuais, para mais ou para menos, o que significa que a inflação pode ficar entre 2,5 por cento e 6,5 por cento no ano sem que a meta seja descumprida.

"O CMN, partindo da avaliação de que o desenho da meta de inflação tem tido resultados bastantes satisfatórios para a economia, decidiu manter em 4,5 por cento a meta para 2010", afirmou o secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, Bernard Appy.

O alvo de 4,5 por cento, considerado por alguns analistas elevado para padrões internacionais, é perseguido pelo Banco Central desde 2005. A decisão de manter a meta para 2010 foi tomada num momento de aceleração da inflação no Brasil e no mundo, pressionada principalmente pelos preços de alimentos e energia.

"Acho que neste momento faz sentido que a meta seja mantida em 4,5 por cento", afirmou o economista-chefe do WestLB, Roberto Padovani. "O risco inflacionário é tão alto no momento que uma redução da meta poderia pôr em risco a credibilidade do Banco Central."

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), usado como referência para o regime de metas, acumula alta de 5,58 por cento nos 12 meses até maio. No mercado, a expectativa é de que o indicador feche o ano em 6,3 por cento --perto do teto definido pelo governo.

Para tentar trazer o índice de volta à trajetória das metas, o BC já elevou o juro básico em 1,0 ponto percentual desde abril, para 12,25 por cento ao ano. A expectativa de analistas ouvidos pelo próprio Banco Central é de que a Selic encerre o ano em 14,25 por cento.

O CMN é formado pelos ministros da Fazenda e do Planejamento e pelo presidente do Banco Central, e a decisão de manutenção da meta foi tomada de forma unânime, segundo Appy.

TJLP

O CMN também manteve em 6,25 por cento a Taxa de Juros de Longo Prazo para o terceiro trimestre do ano.

A TJLP é usada na correção dos financiamentos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e sua definição leva em conta a inflação e o risco-país.

O diretor de Política Monetária do BC, Mário Torós, afirmou que o CMN adotou como parâmetro para sua decisão inflação de 4,5 por cento e uma taxa correspondente ao risco Brasil de 1,75 por cento.

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