30 de Setembro de 2008 / às 21:22 / 9 anos atrás

BOLSA EUA-Wall Street salta com esperança sobre pacote de ajuda

(Texto atualizado com mais informações e comentários de analistas)

Por Steven C. Johnson

NOVA YORK, 30 de setembro (Reuters) - As bolsas de valores norte-americanas fecharam em forte alta nesta terça-feira, um dia depois da pior queda em 21 anos, à medida que investidores apostavam que Washington irá ressuscitar o plano para estabilizar o setor financeiro após a surpreendente derrota na Câmara dos Deputados.

O índice Dow Jones .DJI teve alta de 4,68 por cento, a 10.850 pontos. O Standard & Poor's 500 .SPX subiu 5,27 por cento, a 1.164 pontos. O Nasdaq .IXIC avançou 4,97 por cento, a 2.082 pontos.

O tom otimista foi ainda reforçado, após reportagem da Reuters de que os reguladores norte-americanos tinham a intenção de fornecer novas orientações contábeis que poderiam diminuir o peso do fluxo de perdas relacionadas a hipotecas nos balanços bancários.

O Dow saltou 485 pontos após registrar perdas de 778 pontos na segunda-feira.

No entanto, o aperto persistiu no mercado de crédito, sugerindo que os bancos continuam relutantes em conceder empréstimos entre eles, e setembro marcou o pior mês para o S&P 500 em seis anos.

Mas investidores se sentiam mais otimistas após o presidente George W. Bush e líderes do Congresso garantirem continuar as negociações sobre o plano de resgate de 700 bilhões de dólares.

O S&P 500 subiu mais de 5 por cento, recuperando mais da metade das perdas registradas na segunda-feira quando a Câmara dos Deputados rejeitou o plano, que levaria o Tesouro norte-americano a comprar títulos podres de bancos atingidos para que eles possam voltar a emprestar.

Com a alta desta terça-feira, o S&P marcou a maior alta percentual desde julho de 2002.

"O discurso do presidente de que eles irão aprovar alguma coisa nesta semana acalmou definitivamente os nervos", disse Marc Pado, estrategista de mercado da Cantor Fitzgerald.

"E se a lei não for aprovada, uma mudança nas regras de contabilidade pode ser o suficiente para quebrar o cadeado dos mercados de crédito", acrescentou ele. "Isto não vai nos dar suporte para sempre, mas irá nos dar tempo para quebrar a força repressora nos bancos."

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