7 de Novembro de 2014 / às 12:38 / em 3 anos

Indústria espacial dos EUA enfrenta maior vigilância após acidentes

WASHINGTON (Reuters) - Os executivos da nascente indústria espacial dos Estados Unidos estão se preparando para sofrer maior vigilância e supervisão após dois acidentes na semana passada, incluindo um que matou o piloto, mas dizem vê-los como reveses temporários que não deterão os lançamentos espaciais.

Destroço da nave SpaceShipTwo, da Virgin Galacti, após acidente na Califórnia. 02/11/2014 REUTERS/David McNew

Mark Sirangelo, que dirige a divisão espacial da empresa particular Sierra Nevada, afirmou a executivos da indústria na quinta-feira que espera que o setor aprenda com os acidentes, e pediu uma reação equilibrada dos legisladores.

Sirangelo enfatizou que aconteceram 454 falhas em um total de 5.332 lançamentos desde os anos 1950, e que desde a década de 1970 a taxa de falhas se estabilizou na casa dos 7 a 9 por cento.

“Os fracassos e problemas nos lançamentos são parte do que fazemos”, disse Sirangelo em evento organizado pela Washington Space Business Roundtable. “Vamos aprender com eles e melhorar”.

Os incidentes da semana passada despertaram dúvidas sobre a indústria espacial comercial, e provavelmente irão levar a audiências no Congresso e a iniciativas para aumentar a supervisão, de acordo com executivos da indústria, assessores parlamentares e analistas.

Mas eles alertaram que a pressão crescente no orçamento dos Estados Unidos deram à Agência Espacial dos Estados Unidos (Nasa) poucas opções além de continuar recorrendo a voos comerciais para levar suprimentos e pessoal para a Estação Espacial Internacional.

A Força Aérea dos EUA também está trabalhando para autorizar a empresa privada Space Exploration Technologies, ou SpaceX, a lançar grandes satélites militares e de espionagem, pondo fim ao monopólio virtual da United Launch Alliance, um empreendimento conjunto da Lockheed Martin Corp e da Boeing.

“Enquanto tivermos cortes orçamentários automáticos em vigor, é difícil ver os voos comerciais acabando, já que são uma maneira de lidar com a pressão orçamentária”, disse um assessor parlamentar, que pediu anonimato porque não tinha autorização de se pronunciar publicamente.

Em 28 de outubro, um foguete Antares não tripulado da empresa Orbital Sciences explodiu segundos depois de decolar do Estado da Virgínia, destruindo um carregamento da Nasa para a Estação Espacial.

Na sexta-feira passada, um piloto da Scaled Composites, uma unidade da Northrop Grumman, morreu e seu colega ficou ferido durante um voo de teste da espaçonave experimental SpaceShipTwo, da Virgin Galactic, uma divisão do Virgin Group, do bilionário Richard Branson.

Sirangelo disse que os acidente foram trágicos, mas devem ser colocados no contexto do negócio espacial como um todo, e não como uma condenação a novas iniciativas no setor comercial.

“Isto é um catalizador. Acontecem coisas que nos tornam melhores”, afirmou. “Não conseguimos carros melhores se não percebermos que eles batem e os aprimoramos”.

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