May 29, 2017 / 6:56 PM / a year ago

Ao lado de Putin, Macron denuncia dois veículos da mídia russa por interferência eleitoral

VERSALHES, França (Reuters) - O presidente da França, Emmanuel Macron, ao lado de seu colega russo, Vladimir Putin, classificou nesta segunda-feira dois veículos da mídia russa de “agentes de influência” que disse terem espalhado notícias falsas sobre ele durante sua campanha eleitoral.

Macron conversa com Putin em Versalhes 29/5/2017 REUTERS/Stephane De Sakutin/Divulgação

Em um dos momentos mais tensos de uma coletiva de imprensa por ocasião de uma visita de Putin, Macron acrescentou que já abordou o tema com o líder do Kremlin em um telefonema após a eleição, acrescentando que o episódio ficou no passado e lá irá permanecer.

“Quando digo as coisas uma vez, normalmente não me repito”, afirmou.

Durante a campanha acirrada, a equipe de Macron proibiu o acesso de dois veículos da mídia russa – a agência estatal de notícias Sputnik e a emissora RT TV – à sua sede, dizendo que estavam divulgando propaganda, ao invés de relatarem notícias reais.

Tendo Putin ao lado, o líder francês de 39 anos repetiu a acusação em resposta à pergunta de um jornalista, dizendo: “Durante a campanha, o Russia Today e o Sputnik foram agentes de influência que em várias ocasiões espalharam notícias falsas sobre mim e minha campanha”.

“Eles se comportaram como órgãos de influência, de propaganda e de propaganda mentirosa”, completou.

Durante a corrida eleitoral, que chegou ao clímax com a eleição de Macron no dia 7 de maio, sua equipe também irritou o Kremlin ao dizer que suas redes, bases de dados e sites foram atacados de localidades dentro da Rússia.

Quando sua equipe barrou jornalistas dos dois veículos russos da sede da campanha de Macron, uma porta-voz do Ministério das Relações Exteriores russo repudiou a medida, chamando-a de “ultrajante... uma discriminação descarada”.

O Kremlin e a própria RT rejeitaram as alegações de interferência na eleição.

Putin não reagiu aos comentários de Macron sobre a mídia de seu país, embora tenha se exasperado quando um jornalista insinuou que a mão de Moscou estava por trás de ataques cibernéticos contra a campanha do colega francês. Estas alegações de invasão cibernética, disse, não se baseiam em fatos.

O Kremlin pareceu favorecer a adversária de extrema-direita de Macron, Marine Le Pen, para a Presidência francesa durante a disputa, e Putin lhe ofereceu um trunfo publicitário ao lhe conceder uma audiência um mês antes do primeiro turno da eleição.

Putin, porém, disse nesta segunda-feira que seu encontro com Le Pen não significou que estava tentando influenciar o resultado da votação.

Por Denis Dyomkin, Michel Rose e Simon Carraud

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