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Indústria automotiva alemã teme perder competitividade após EUA deixar acordo de Paris

Matthias Wissmann em entrevista à Reuters em Berlim 12/11/2013 REUTERS/Tobias Schwarz

FRANKFURT (Reuters) - A indústria automotiva alemã defendeu que a Europa reavalie seus padrões ambientais para permanecer competitiva após os Estados Unidos anunciarem a saída do acordo climático de Paris.

Na quinta-feira, o presidente norte-americano, Donald Trump, disse que retiraria os EUA do acordo global de 2015 para combate às mudanças climáticas, desencadeando uma onda de indignação entre autoridades e lideranças da indústria.

“O anúncio infeliz dos EUA torna inevitável que a Europa facilite uma política climática economicamente viável e eficiente em custo para permanecer internacionalmente competitiva”, afirmou nesta sexta-feira Matthias Wissmann, presidente do grupo VDA, que representa os interesses da indústria automotiva alemã, em comunicado.

“A preservação de nossa posição competitiva é a pré-condição para proteção climática bem sucedida. Essa correlação é frequentemente subestimada”, disse Wissmann, acrescentando que a decisão dos EUA foi decepcionante.

Segundo o VDA, os preços da energia e da eletricidade já estão mais elevados na Alemanha que nos EUA, o que coloca os alemães em desvantagem.

O VDA representa montadoras como BMW, Volkswagen e a Daimler, da Mercedes-Benz.

O alerta feito pelo grupo surge após a chanceler alemã, Angela Merkel, uma das principais defensoras do acordo global para conter as emissões de gases que aceleram mudanças climáticas, afirmar que não havia volta para o acordo assinado em Paris, em 2015.

Por Edward Taylor

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