August 8, 2018 / 8:24 PM / a month ago

GE passa a oferecer no Brasil turbina eólica de 4,8 MW com conteúdo nacional

SÃO PAULO (Reuters) - A norte-americana GE passou a oferecer a clientes no Brasil um novo modelo de turbinas eólicas, com 4,8 megawatts em capacidade para cada máquina, contra até 3 megawatts nos equipamentos disponibilizados até então, informou a companhia em comunicado nesta quarta-feira.

O lançamento no mercado brasileiro da nova máquina, que a GE já oferece no mundo desde o ano passado, acontece às vésperas de um leilão do governo brasileiro para contratar novas usinas, incluindo empreendimentos eólicos.

O chamado leilão A-6, que viabilizará novas usinas para entrada em operação a partir de 2024, acontece em 31 de agosto, e segundo o secretário de Planejamento do Ministério de Minas e Energia, Eduardo Azevedo, deverá contratar cerca de 1 gigawatt em projetos eólicos.

“Estamos muito satisfeitos em lançar esta turbina no Brasil. A máquina é adequada para as necessidades específicas de vento do país, além de ser uma região importante para os planos de crescimento da GE Renewable Energy”, disse em nota o chefe da empresa para negócios em energia eólica onshore nas Américas, Vikas Anand.

A GE deverá montar o equipamento de maneira a atender exigências de conteúdo local do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), segundo a empresa, o que deve possibilitar que clientes financiem a aquisição das máquinas com recursos do banco de fomento.

Ainda de acordo com a GE, a turbina contará com pás de carbono de 77 metros de comprimento e um rotor de 158 metros, o que significa que os equipamentos poderão medir mais de 200 metros de altura quando montados.

“A combinação de um rotor maior e torres altas permite que a turbina aproveite as velocidades mais altas do vento e produza mais energia”, explicou a companhia.

A GE já soma quase 3 mil turbinas eólicas no Brasil, com capacidade superior a 5,5 gigawatts. O portólio da empresa no segmento eólico brasileiro cresceu no final de 2015, após ela fechar a aquisição dos negócios de energia da francesa Alstom.

Por Luciano Costa

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