December 12, 2018 / 11:14 AM / a year ago

DIs recuam com ambiente mais calmo no exterior, em dia de Copom

SÃO PAULO (Reuters) - As taxas dos contratos futuros de juros operavam em queda nesta quarta-feira, sob influência do ambiente internacional favorável em meio a um otimismo com a possibilidade de acordo entre Estados Unidos e China.

Imagem ilustrativas de moeda de real 15/10/2010 REUTERS/Bruno Domingos

Em entrevista à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que estão ocorrendo negociações com Pequim por telefone, e afirmou que vai intervir no caso do Departamento de Justiça contra a executiva da chinesa Huawei Technologies se for do interesse da segurança nacional ou ajudar a fechar um acordo comercial.

“A melhora nas tratativas de comércio entre EUA e China” ajuda na recuperação dos mercados internacionais”, disse a corretora Renascença em relatório.

Além “da notícia de que a China pretende diminuir a tarifação sobre carros importados dos EUA, de 40 por cento para 15 por cento, Donald Trump comunicou que, caso seja necessário, interviria no Departamento de Justiça norte-americano na situação da executiva da Huawei, se isso contribuísse para garantir um acordo de comércio com os chineses”, completou

Notícias domésticas também agradavam o mercado, entre elas a informação do futuro secretário de Previdência, deputado federal Rogério Marinho (PSDB-RN), de que buscará a aprovação de uma reforma previdenciária nos primeiros seis meses de mandato de Jair Bolsonaro.

Além disso, o Tribunal de Contas da União (TCU) incluiu o processo de revisão do contrato de cessão onerosa entre governo e Petrobras em pauta de sessão extraordinária que será realizada nesta quarta-feira, num passo que pode abrir o caminho para a realização de megaleilão no ano que vem.

Realizado, o leilão deve gerar receita bilionária que, junto com uma reforma da Previdência, ajudará no ajuste das contas públicas.

Os investidores também estavam à espera do desfecho da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), com as atenções voltadas para o comunicado após uma leva recente de dados fracos de inflação que empurraram as apostas de altas de juros para mais à frente.

“O comunicado (do Copom) deve reavaliar riscos externos e diminuir projeções para inflação”, apontou a corretora CM Capital Markets. “A postergação do início do ciclo de aperto também está no radar do mercado, com percepção de que, somado à inflação mais favorável, um Fed mais ‘dovish’ permitirá juro estável em 2019”.

A curva a termo precificava nesta sessão praticamente 100 por cento de chances de manutenção da taxa Selic em 6,5 por cento no encontro do BC que termina em 12 de dezembro.

Para o primeiro encontro de 2019, em 5 e 6 de fevereiro, as apostas indicavam apenas 15 por cento de chances de alta de 0,25 ponto percentual, com a maioria prevendo manutenção da Selic em 6,50 por cento.

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