December 14, 2018 / 1:05 PM / in a month

Nissan diz que representantes de Ghosn retiraram documentos de apartamento no Rio de Janeiro

Prédio onde ex-presidente do conselho da Nissan Carlos Ghosn possui apartamento no Rio de Janeiro 10/12/2018 REUTERS/Ricardo Moraes

SÃO PAULO/TÓQUIO (Reuters) - A Nissan informou nesta sexta-feira que representantes do presidente do conselho deposto, Carlos Ghosn, recuperaram documentos de um apartamento corporativo no Rio de Janeiro, no qual a entrada deles foi permitida após decisão de um tribunal brasileiro.

A montadora japonesa diz que o apartamento poderia conter provas no caso contra o executivo, que foi preso em Tóquio em novembro, enquanto os advogados de Ghosn disseram em documentos judiciais que estavam apenas tentando retirar pertences pessoais do cliente.

Ghosn, que nega qualquer irregularidade, liderou a Nissan até novembro, quando foi preso por alegações de falsas declarações de renda. Ele foi responsável por resgatar a Nissan da beira da falência e se tornou um dos mais poderosos executivos do setor automotivo do mundo.

“Além dos pertences pessoais, os representantes da Nissan observaram representantes do Sr. Ghosn removerem duas pastas de plástico contendo documentos”, disse em comunicado o porta-voz da Nissan, Nick Maxfield, acrescentando que não sabia o conteúdo das pastas.

A Nissan também disse que os advogados de Ghosn ganharam um recurso de última hora em um tribunal do Rio de Janeiro para proibir a montadora de testemunhar a abertura de três cofres localizados dentro do apartamento. Os cofres estão no centro da disputa entre as duas partes.

Representantes legais de Ghosn em Tóquio não estavam imediatamente disponíveis para comentar nesta sexta-feira, enquanto uma representante no Brasil disse que não tinha informações sobre o assunto.

Um juiz de apelação no Rio decidiu na quinta-feira que os representantes de Ghosn deveriam ter acesso ao apartamento e serem acompanhados por representantes da Nissan.

A montadora informou que pediu a um tribunal para revisar os documentos, mas não recebeu aprovação para fazê-lo.

Por Marcelo Rochabrun e Ritsuko Ando

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