September 26, 2019 / 3:19 PM / in a month

Ex-governador do Tocantins é preso em operação que investiga o desvio de R$ 300 milhões no Estado

05/09/2017 REUTERS/Sergio Moraes

BRASÍLIA (Reuters) - A Polícia Federal prendeu na manhã desta quinta-feira o ex-governador do Tocantins Marcelo Miranda em uma operação que apura desvio de recursos públicos no Estado envolvendo fraudes em licitações, recebimento de propinas e lavagem de dinheiro, entre outros crimes, que teriam causado prejuízo de 300 milhões de reais aos cofres públicos.

A operação, batizada de 12º Trabalho, é sequência de outras quatro ações e tem ramificações também na operação Lava Jato. Segundo a PF, Miranda e também seu pai, José Edmar Miranda, e seu irmão, José Edmar Miranda Júnior, faziam parte de uma “sofisticada organização criminosa” que “sempre esteve no centro das investigações, com poderes suficientes para aparelhar o Estado, mediante a ocupação de cargos comissionados estratégicos para a atuação da organização criminosa”.

O ex-governador, seu pai e seu irmão foram presos preventivamente. A PF ainda realizou 11 buscas e apreensões em Tocantins, Goiás e Pará.

“Além da obtenção de novas provas, com a ação de hoje busca-se interromper a continuidade do crime de lavagem de dinheiro, uma vez que os investigados permanecem praticando atos de lavagem por meio de sofisticado esquema, utilizando-se de ‘laranjas’ para dissimular a origem ilícita de bens móveis e imóveis, frutos de propinas em troca de favores a empresários dos diversos ramos de atividade que mantinham contratos com o poder público.”, diz nota distribuída pela PF.

Segundo os policiais, mesmo depois das operações anteriores o grupo continuava “realizando operações simuladas envolvendo o comércio de gado de corte e empresas de fachada, construção e venda de imóveis” para lavar dinheiro obtido de forma ilícita.

Jair Alves Pereira, advogado do ex-governador, criticou a prisão.

“Estou analisando o processo, mas já digo que não há nenhum fato novo que justifique a prisão. São fatos requentados, que já compõe um outro processo, da operação Rei do Gado”, disse.

Reportagem de Lisandra Paraguassu

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