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Usiminas espera equilíbrio de oferta e demanda por aço no Brasil no curto prazo, diz executivo

Usiminas em Ipatinga Minas Gerais 17/4/2018 REUTERS/Alexandre Mota

SÃO PAULO (Reuters) - A lenta retomada na produção de veículos e de alguns outros setores industriais aliada ao desligamento de alto-fornos por usinas siderúrgicas do país deve gerar um ambiente de equilíbrio entre oferta e demanda por aço no Brasil em breve, o que poderia permitir reajustes nos preços da liga, afirmou o diretor comercial da Usimimas USIM5.SA, Miguel Camejo, nesta sexta-feira.

Segundo o executivo, atualmente a diferença de preços entre o aço nacional e o importado está negativa em cerca de 10%, o que significa que os preços no país estão mais baratos que os internacionais.

Camejo disse que uma “paridade saudável de 7% a 10% (positiva)” seria possível de ser buscada após o atingimento do equilíbrio entre a oferta e demanda por aço no país. Ele, porém, não precisou quando isso poderia ocorrer.

Os comentários são semelhantes aos feitos na semana passada pelo diretor comercial da rival CSN CSNA3.SA, Luis Fernando Martinez, para quem o chamado "prêmio" do aço no Brasil estava negativo em 12% a 15%. Na ocasião, Martinez já tinha alertado que a CSN iria subir seus preços em 10% a 12% em junho.

“Hoje precisamos chegar rápido a esse equilíbrio de oferta e demanda”, disse Camejo, acrescentando que um terço das vendas da Usiminas é feita para o setor automotivo, que está retomando produção a partir deste mês após paralisação no final de março.

As ações da Usiminas caíam 4,4% nesta tarde, enquanto o Ibovespa .BVSP mostrava baixa de 0,85%. A empresa divulgou mais cedo que teve prejuízo de 424 milhões de reais no primeiro trimestre, impactada pela depreciação do real.

Para enfrentar os efeitos econômicos da crise gerada pela Covid-19, a Usiminas cortou a projeção de investimento neste ano de 1 bilhão para 600 milhões de reais. A empresa, porém, manteve os principais projetos previstos: reforma do alto-forno 3 de Ipatinga (MG), que segue em operação mas com carga reduzida, reconstrução do gasômetro da usina e construção de instalações de empilhamento a seco para sua unidade de mineração, disse o diretor financeiro, Alberto Ono, na teleconferência.

Ono afirmou que os fornos paralisados da Usiminas podem levar de 60 a 120 dias para serem reativados assim que a decisão for tomada porque a empresa optou por deixá-los esfriar para economizar custos com a parada. Apesar disso, ele disse que a empresa não corre o risco de perder o momento de retomada da demanda uma vez que as encomendas dos clientes chegam de 40 a 60 dias antes da entrega.

Por Alberto Alerigi Jr.

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